A vitória da Espanha por 2 a 0 sobre a França na semifinal da Copa do Mundo incluiu uma polêmica de arbitragem logo no início, depois que uma disputa de Lucas Digne com Lamine Yamal resultou em pênalti.
O incidente ocorreu aos 22 minutos no Dallas Stadium. Digne tentou controlar uma bola alta dentro da área francesa, mas parecia não ter percebido que Yamal se aproximava por trás.
O ponta espanhol alcançou a bola primeiro, antes que a tentativa de corte de Digne o atingisse na perna. As repetições também mostraram a bola fazendo contato com o braço de Yamal, levando jogadores e torcedores da França a questionar se o toque de mão deveria ter sido penalizado antes da falta.
O árbitro salvadorenho Iván Barton manteve o pênalti, e Mikel Oyarzabal converteu da marca para dar a vantagem à Espanha. Pedro Porro mais tarde adicionou um segundo gol, garantindo a vitória por 2 a 0 da Espanha e uma vaga na final da Copa do Mundo.
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Árbitro explica por que não houve toque de mão
O ex-árbitro internacional Saïd Ennjimi apoiou a decisão de Barton, argumentando que o braço de Yamal estava em uma posição natural e não havia sido usado deliberadamente para controlar a bola.
“Lamine Yamal vira porque tem medo de levar a bola no rosto, e ele não estende artificialmente o braço. Sua posição é natural e seu braço está junto ao corpo”, disse Ennjimi, segundo L’Équipe.
Sua avaliação foi compartilhada pelo ex-árbitro internacional Bruno Derrien, que também concluiu que Yamal não havia aumentado sua área corporal de forma antinatural.
“Braço junto ao corpo, sem aumento de sua área de superfície”, disse Derrien.
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De acordo com a lei do toque de mão, o contato entre a bola e a mão ou braço de um jogador não é automaticamente uma infração. Um jogador é geralmente penalizado quando o contato é deliberado ou quando a posição do braço torna o corpo antinaturalmente maior.
Digne punido por erro custoso
O incidente começou quando Marc Cucurella lançou uma bola alta na área francesa. Digne tentou dominá-la, mas não viu Yamal se movendo por trás dele.
Yamal antecipou a situação e se posicionou entre o defensor e a bola. Digne então balançou a perna na tentativa de cortar, mas em vez disso atingiu o atacante do Barcelona na parte inferior da coxa.
O ex-zagueiro do Manchester United, Gary Neville, criticou a percepção de Digne durante o incidente.
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“Ele precisa estar ciente de onde está, que vai arriscar”, disse Neville, citado pelo The Independent. “Ele nem sabe que ele está lá. Ele não tem a menor ideia.”
Embora o contato com o braço tenha gerado debate, a questão decisiva era se Yamal havia tocado deliberadamente na bola ou posicionado o braço de forma antinatural. Ennjimi e Derrien concluíram que ele não havia feito nenhuma das duas coisas, deixando a entrada tardia de Digne como a infração punível.
Oyarzabal não errou na cobrança do pênalti, colocando a Espanha no controle de uma semifinal que eles venceriam confortavelmente.
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