Frenkie de Jong continuou a andar. Quando o speaker leu o seu nome no Spotify Camp Nou, na quarta-feira, parte dos adeptos assobiou e vaiou. O médio neerlandês não virou a cabeça. Continuava com as cores do clube ao fim de sete épocas, mas no relvado estava ao lado de um novo capitão interino, num papel que já não ocupava.
A apresentação do plantel no Troféu Joan Gamper é o tradicional arranque da pré-época do Barcelona. Na quarta-feira, os adeptos saíram do guião por duas vezes: uma por um jogador que está no clube desde 2019 e outra por uma contratação que ainda não tinham conhecido.
A capitania que Flick reorganizou
De Jong era o próximo na hierarquia para receber a braçadeira à entrada do verão. Já não é, pelo menos por agora. Com Marc-André ter Stegen e Ronald Araujo fora do grupo de líderes principais, o treinador Hansi Flick nomeou Raphinha capitão interino, com Eric García e Pedri como vice-capitães. De Jong, afastado por uma rotura do ligamento colateral medial do joelho direito sofrida no Mundial, ficou de fora da ordem provisória.
Flick apresentou a decisão como estritamente temporária, até o plantel se estabilizar após o fecho do mercado de transferências, a 1 de setembro.
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«Frenkie de Jong não está disponível neste momento e decidi provisoriamente os capitães até realizarmos a votação», disse Flick.
De Jong recusou ser operado ao joelho. Passar pela cirurgia deixá-lo-ia de fora durante pelo menos quatro meses, mas também teria permitido ao Barcelona, segundo o ara.cat, utilizar 80% dos 18 milhões de euros do seu salário anual para inscrever outros jogadores ao abrigo das regras de La Liga, um mecanismo a que o clube já recorreu com as lesões de Ter Stegen e Andreas Christensen.
As notícias de Romero que os adeptos ecoavam
As vaias não eram apenas por causa da lesão. Nas semanas anteriores à apresentação, o jornalista espanhol Gerard Romero noticiou que De Jong se tinha recusado a jogar frente ao Atlético de Madrid na Liga dos Campeões da época passada e que a sua relação com Flick estava rompida. De Jong negou ambas as versões ao Goal.
«O Gerard Romero noticiou, e foi ele próprio que pôs tudo isto em marcha, que eu me recusei a jogar contra o Atlético na Liga dos Campeões no ano passado. Isso não é verdade. Simplesmente não é correto», disse De Jong.
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«O Romero disse que a minha relação com o treinador é muito má. Mas nada disso é verdade. A minha relação com ele é, na verdade, muito boa.»
O estádio tremeu por Rodri
Minutos mais tarde, o mesmo edifício estava irreconhecível. Quando o speaker chegou à camisola número 16, o Camp Nou «pareceu tremer», noticiou o BarçaUniversal, com os adeptos a entoar «Rodri, Rodri, Rodri», enquanto o presidente do clube Joan Laporta assistia do seu lugar com um largo sorriso.
Rodri, de 30 anos, chegou do Manchester City esta semana como vencedor do Ballon d’Or do Mundial de 2026, após ter conduzido a Espanha ao título. O Manchester City aceitou uma verba inicial de cerca de 65,4 milhões de libras a 17 de agosto, com a imprensa espanhola a noticiar um pacote que poderá ascender a aproximadamente 76,5 milhões de euros com bónus, num contrato de quatro anos.
Tinha treinado apenas uma vez com os novos colegas até ao momento da apresentação e não constou da convocatória para o amigável do Troféu Gamper contra o Al-Ahly do Egipto que se seguiu. A sua estreia está prevista para o próximo fim de semana, frente ao Elche, no jogo inaugural do Barcelona em La Liga.
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