Alexander Zverev nunca teve um quadro do US Open com este aspeto. Depois de afastar Botic van de Zandschulp em três sets no Arthur Ashe Stadium, é o único vencedor de um Grand Slam ainda presente num quadro masculino que já perdeu Carlos Alcaraz para Ben Shelton nos quartos de final.
Os quartos de final foram uma exibição controlada do poder de Zverev a partir do fundo do court. Quebrou duas vezes no primeiro set, afastou um set point em desvantagem a 5-4 no segundo e abriu vantagem cedo no terceiro para fechar o encontro à medida que van de Zandschulp se ia apagando.
A vitória colocou Zverev nas meias-finais dos quatro Grand Slams de 2026, uma série assente no título de Roland Garros que ergueu em junho, o seu primeiro num Grand Slam ao fim de anos a ficar perto.
Meia-final frente a Khachanov
O tenista de 29 anos vai defrontar o russo Karen Khachanov, sem cabeça de série, na meia-final de sexta-feira, uma revanche da final olímpica de Tóquio pela medalha de ouro que Zverev venceu em 2021. Khachanov chegou às meias-finais depois de Alexander Blockx ter desistido no encontro dos quartos de final.
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A outra meia-final é 100% norte-americana: o cabeça de série número 8 Ben Shelton frente ao número 11 Frances Tiafoe. Aquele que vencer será o primeiro norte-americano a disputar uma final do US Open desde que Andy Roddick ergueu o troféu em 2003.
O colapso de 2020 continua a pairar sobre Nova Iorque
A memória mais vívida de Zverev no US Open não é feliz. Na final de 2020 liderava Dominic Thiem por dois sets e uma quebra antes de perder em cinco. Essa derrota marcou meia década de tentativas falhadas por pouco em Grand Slams.
Depois do encontro, Zverev não deu sinais de encarar o quadro como uma formalidade.
«Acho que quem vai vencer aqui vai ser aquele que jogar o melhor ténis», disse aos jornalistas.
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Zverev e Khachanov jogam na sexta-feira sob as luzes do Arthur Ashe Stadium.
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