Enzo Fernández não foi acusado. Nem sequer foi advertido com cartão amarelo. Mas o antigo responsável máximo da arbitragem inglesa proferiu o veredicto para o qual os adeptos do Manchester City já estavam preparados.
Keith Hackett, antigo chefe da PGMOL e ex-árbitro FIFA, analisou as imagens do contacto do argentino com Sven Jablonski no Etihad, na quarta-feira, e chegou a uma conclusão categórica.
«Isto é um empurrão deliberado. Com algum grau de força. Devia ter visto o vermelho», escreveu Hackett no X, num veredicto inicialmente divulgado pelo GiveMeSport.
O minuto 74 no Etihad
O City perdia por 4-1 quando a bola saltou solta na direção de Fernández, junto à entrada da área do Paris Saint-Germain. Preparou-se para rematar e deparou-se com Jablonski colocado diretamente na sua linha de tiro. O médio de 125 milhões de libras colocou ambas as mãos nas costas do árbitro e empurrou-o para o relvado, como mostraram as repetições. Jablonski levantou-se, mandou seguir o jogo e não levou a mão ao bolso.
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Erling Haaland reduziu a desvantagem um minuto depois, com o seu segundo golo da noite, segundo o relato da ESPN, mas a reviravolta, partindo de uma posição tão difícil, nunca chegou a concretizar-se. Désiré Doué, Ousmane Dembélé e Vitinha tinham colocado o PSG a vencer por três ao intervalo, antes de Maghnes Akliouche aumentar para quatro aos 62 minutos.
O incidente passou despercebido em tempo real. As imagens não.
A sanção a posteriori é uma hipótese remota
O órgão disciplinar da UEFA raramente reverte a decisão tomada em campo quando o árbitro teve uma oportunidade clara de mostrar cartão e optou por não o fazer. O facto de Jablonski ter mandado seguir o jogo é interpretado como uma decisão de que o contacto foi acidental, e essa leitura tende a resolver estes casos.
Hackett vê a situação de forma diferente. Um empurrão deliberado num árbitro é uma das infrações mais claras passíveis de cartão vermelho previstas no regulamento, e uma antiga voz de referência da arbitragem a afirmá-lo publicamente dá nova relevância a um incidente que a equipa de arbitragem em campo deixou passar.
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O início de mês atribulado de Fernández com a camisola azul-celeste
Fernández só chegou ao Etihad em setembro, depois de o Manchester City ter pago uma verba de 125 milhões de libras, que igualou o recorde britânico e o retirou do Chelsea no último dia do mercado, noticiou a Sky Sports. O jogador, de 25 anos, tinha sido um dos médios mais utilizados pelos Blues e peça fundamental na conquista de um título antes da transferência.
Quarta-feira foi a sua primeira noite europeia como jogador do City. O Etihad já era um palco tenso após a confirmação da Premier League, em setembro, de que uma comissão independente tinha considerado o clube culpado de 114 das 115 acusações financeiras apresentadas em 2023. O clube afirmou que vai recorrer.
O City regressa à Liga dos Campeões no reduto do RB Leipzig, a 4 de novembro. Até ao momento, nada indica oficialmente que Fernández vá falhar esse jogo.
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