Lando Norris superou Andrea Kimi Antonelli por um milésimo de segundo no topo dos tempos da FP3 de sábado, com os dois separados por uma margem mínima que pouco significará quando a qualificação começar. Dois dias antes, o italiano nem sequer tinha estado no paddock do Autódromo Hermanos Rodríguez.
A Mercedes dispensou-o dos deveres com os media na quinta-feira através de um breve comunicado à Sky Sports.
«O Kimi não se está a sentir bem hoje enquanto recupera de uma doença viral. Por precaução, a FIA dispensou-o dos seus deveres obrigatórios com os media para lhe dar a oportunidade de descansar antes do fim de semana.»
A previsão da equipa de que estaria de volta na sexta-feira confirmou-se. Antonelli disputou as duas sessões de treinos de sexta-feira, terminando em quarto lugar na FP2 atrás de uma ordem liderada pelas Ferrari. Na última hora de treinos de sábado era o único piloto a menos de um décimo de Norris.
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As contas aos 365 pontos
Um nono lugar no domingo é suficiente para decidir o campeonato de pilotos, faça o que fizer qualquer outro, segundo o Grande Prêmio. Antonelli chega ao México com 365 pontos, mais 123 do que o companheiro de equipa George Russell e mais 124 do que Lewis Hamilton, com quatro corridas por disputar depois deste fim de semana.
Mesmo sem somar pontos seria suficiente, caso nem Russell nem Hamilton vençam a corrida. Com 20 anos, 2 meses e 7 dias no domingo, Antonelli ultrapassaria o recorde de Sebastian Vettel, de 23 anos e 134 dias, como mais jovem campeão da Fórmula 1.
Não é o único piloto na sala médica
Antonelli não esteve sozinho na lista de baixas de quinta-feira. A Cadillac confirmou que Valtteri Bottas também iria falhar os deveres com os media enquanto recuperava de uma doença não especificada.
Max Verstappen, a falar na conferência de imprensa de quinta-feira, afirmou que o padrão de ausências no final de época é familiar quando o calendário encadeia três fins de semana de corridas seguidos.
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«É, claro, sempre bastante duro para o corpo, três semanas seguidas. Às vezes podemos ter alguma falta de sorte com o que quer que seja, um vírus de estômago», disse Verstappen aos jornalistas na Cidade do México, segundo o Crash.net.
O neerlandês notou que são frequentemente os mecânicos e o staff das equipas, e não apenas os pilotos, que adoecem nesta altura do ano.
Ar rarefeito, sem segundas oportunidades
O próprio circuito não ajuda. O Autódromo Hermanos Rodríguez situa-se a 2240 metros acima do nível do mar, de longe o palco mais elevado do calendário da F1. Ar mais rarefeito significa menos carga aerodinâmica, motores mais quentes e, para o humano dentro do carro, fadiga mais rápida e maior risco de erros ao longo da distância de corrida.
A própria análise técnica da Williams nota que a altitude pode perturbar o sono e abrandar os tempos de reação, tanto para pilotos como para o staff. Para um jovem de 20 anos a sacudir um vírus poucos dias antes, é esse o pano de fundo físico com que tentará garantir um resultado que possa controlar em vez de perseguir.
A qualificação é às 15h00 locais de sábado, com o apagar das luzes às 14h00 locais de domingo.
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