Rashee Rice saiu do relvado como campeão da NFL em fevereiro de 2024. Dois anos depois, o anel do Super Bowl LVIII cravejado de diamantes que acompanhou esse título figura agora num processo em tribunal federal como garantia de 160 mil dólares para as suas despesas jurídicas.
O recetor de 26 anos declarou falência ao abrigo do Capítulo 7 na quinta-feira no Tribunal de Falências dos Estados Unidos para o Distrito Norte do Texas, apresentando 3,45 milhões de dólares em passivos contra 677.054 dólares em ativos. A maior parte da sua riqueza está em remuneração diferida, avaliada em 421.825 dólares na petição; as suas contas correntes têm apenas 13.640 dólares.
O anel está na posse de Thomas McMurray, o advogado que representa Rice nas ações civis pendentes ligadas ao acidente. McMurray é um dos credores que figuram na petição, a quem são devidos mais de 185 mil dólares em honorários.
A fatura do acidente que os Chiefs já estão a pagar
A maior dívida individual, 979.837 dólares, continua a ser devida a Kathryn Kuykendall, uma das pessoas feridas quando o Lamborghini de Rice e um Corvette emprestado corriam pela U.S. Highway 75 de Dallas em março de 2024 e provocaram um choque em cadeia com seis veículos. Rice chegou a um acordo de um milhão de dólares com ela em abril de 2025 e tem vindo a pagá-lo através da penhora dos seus salários nos Chiefs, com cerca de 206 mil dólares recuperados até ao momento, segundo o The Dallas Morning News.
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Outras vítimas do acidente reclamam em conjunto cerca de 700 mil dólares em ações que Rice contesta. Uma reclamação separada de 200 mil dólares, também classificada como contestada, parte de uma mulher que alegou que Rice a agrediu em episódios ocorridos entre 2023 e 2025; a NFL recusou aplicar-lhe sanções por essas alegações, noticia o Bleacher Report.
Rice declarou-se culpado de dois crimes de terceiro grau pelo acidente e foi condenado a cinco anos em liberdade condicional e 30 dias de prisão. No início deste ano cumpriu outros 30 dias na prisão do condado de Dallas depois de ter falhado um teste de drogas, uma violação da liberdade condicional que não lhe valeu qualquer suspensão da NFL, porque a liga já não aplica sanções aos jogadores por marijuana.
Salário de 1,6 milhões de dólares, 3.600 dólares a sobrar ao fim do mês
Rice está no último ano do contrato de estreante de quatro anos no valor de 6.495.208 dólares que assinou como escolha da segunda ronda em 2023, com um salário base de 1,6 milhões de dólares em 2026. A petição indica o seu rendimento mensal bruto de emprego em cerca de 32.640 dólares e as suas despesas mensais de subsistência em 29.030 dólares, deixando um excedente de aproximadamente 3.610 dólares antes de descontada a penhora do caso Kuykendall.
A sua joalharia em 2026 está avaliada em 165 mil dólares, sendo o anel do Super Bowl a peça dominante. Um Mercedes-Benz de 2023 figura em 53.800 dólares. Os registos do tribunal mostram que Rice pagou ao seu advogado de falência 30 mil dólares na segunda-feira anterior à apresentação da petição.
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De regresso ao relvado, sem contrato à vista
Em campo, Rice está novamente a produzir. Em cinco jogos esta época soma 20 receções para 243 jardas e dois touchdowns pelos Chiefs, depois de ter cumprido uma suspensão de seis jogos da NFL no início de 2025 pelo acidente. O seu contrato de estreante termina no final da época e qualquer novo contrato, dos Kansas City ou de outra franquia, será agora negociado tendo como pano de fundo um processo federal de falência em aberto.
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