O novo capitão do Barcelona mal teve tempo de envergar a braçadeira e já surgem os pedidos para lha retirar.
Raphinha viajou para a Ásia para os dois particulares do Brasil em novembro em vez de ficar na Catalunha e, no programa Tu Dirás da RAC1, o jornalista Joan Poquí afirmou que lhe retirava a braçadeira ali mesmo. Poquí classificou a viagem de «insuportável» e disse aos ouvintes que o padrão de lesões contraídas ao serviço da seleção fazia do Barcelona, na prática, um depósito de jogadores das seleções de outros países, em declarações relatadas pelo Goal.
Lesionado ao serviço do Brasil três vezes este ano
A frustração não é abstrata. Em março, Raphinha sofreu uma lesão no isquiotibial direito durante uma derrota em particular por 2-1 frente à França e falhou mais de um mês da época do Barcelona. Depois teve um problema na coxa no jogo da fase de grupos do Mundial do Brasil contra o Haiti, em junho. Na paragem internacional de setembro voltou a lesionar-se, desta vez contra a Austrália, e foi substituído ao intervalo antes de ser devolvido ao Barcelona.
É este o historial que Poquí tinha em mente quando disse, à RAC1, que Raphinha se lesionou em cada uma das três últimas paragens para as seleções e que entrava agora numa quarta.
O líder escolhido a dedo por Flick
O momento importa pelo papel que Raphinha ocupa no clube esta época. Hansi Flick nomeou-o capitão principal para a temporada 2026-27, fazendo dele o primeiro brasileiro de sempre a ser nomeado capitão principal do Barcelona, com Pedri como vice-capitão e Frenkie de Jong, Eric García e Lamine Yamal a completarem o grupo de capitães após uma votação do plantel.
Flick justificou a escolha apontando para a influência de Raphinha no balneário e para o facto de ele e Pedri «jogarem quase sempre».
Um plantel para a reconstrução de Ancelotti
O selecionador do Brasil, Carlo Ancelotti, manteve ainda assim Raphinha no seu grupo de 26 convocados, escolhendo um grupo jovem com 15 jogadores com menos de 23 anos à medida que avança rumo ao ciclo de 2030. O Brasil defronta o Japão a 14 de novembro e Singapura a 17 de novembro, ambos os jogos no Estádio Nacional de Singapura.
A resposta de Raphinha
Raphinha contestou a ideia de que ir foi uma imprudência. Afirmou que Ancelotti está ao corrente das questões de carga de trabalho e que os dois conversaram diretamente sobre a gestão dos seus minutos, e disse aos adeptos que a sua condição estava boa, ainda que não estivesse no pico de forma.
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O apito inicial do Brasil frente ao Japão está marcado para sábado, 14 de novembro, no Estádio Nacional de Singapura, com o jogo contra Singapura três dias depois no mesmo recinto.
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