Rumores sobre o regresso de Zidane aumentam após mudança na direção técnica do Real Madrid
O Real Madrid confirmou nesta segunda-feira que Xabi Alonso deixou o cargo de treinador principal, menos de 24 horas após a derrota do clube para o Barcelona na final da Supercopa da Espanha. Segundo comunicado oficial, a decisão foi tomada em comum acordo.
Em nota, o Real Madrid elogiou o profissionalismo e a contribuição de Alonso, destacando seu status como lenda do clube e acrescentando que o Bernabéu “será sempre a sua casa”. O tom da mensagem refletia respeito por um ex-jogador que voltou ao clube para liderar a equipe em um período exigente.
Posteriormente, Alonso se dirigiu diretamente aos torcedores, descrevendo a oportunidade de treinar o Real Madrid como “uma honra e uma responsabilidade”. Ele reconheceu que o desempenho e os resultados ficaram aquém das expectativas e agradeceu aos jogadores, à comissão técnica e aos fãs pelo apoio. Apesar da decepção, afirmou que saía com orgulho pelo trabalho realizado.
Arbeloa é promovido em busca de continuidade
O clube agiu rapidamente ao confirmar Álvaro Arbeloa como substituto de Alonso, promovendo o ex-defensor para assumir o comando da equipe principal. Arbeloa, que defendeu o Real Madrid como jogador e vinha atuando na estrutura técnica do clube, é uma figura familiar em Valdebebas.
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Embora a nomeação garanta uma continuidade imediata, ela é amplamente vista como uma solução temporária, e não como uma resposta definitiva a longo prazo. O Real Madrid costuma recorrer a soluções internas em momentos de transição, mesmo diante do aumento das especulações externas.
Nomes conhecidos entram em pauta
Como era de se esperar, a troca no comando reacendeu o debate sobre possíveis sucessores. A imprensa espanhola e internacional já vinculou diversos treinadores de renome ao cargo, entre eles Jürgen Klopp, atualmente sem clube.
Entre todos os nomes, o de Zidane se destaca. Poucas figuras estão tão associadas aos recentes sucessos do Real Madrid, e sua disponibilidade continua alimentando especulações sempre que o clube atravessa um período de instabilidade.
O legado de Zidane e seu silêncio
Zidane assumiu o comando do Real Madrid pela primeira vez em 2016, conduzindo o clube a um dos períodos mais vitoriosos de sua história. Após deixar o cargo em 2018, retornou em 2019 e saiu novamente em 2021. Desde então, o ex-jogador da seleção francesa não aceitou nenhum outro trabalho como treinador.
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Esse longo afastamento só aumentou a curiosidade em torno de seu próximo passo. Apesar de frequentemente ser cotado para cargos de elite, Zidane tem se mostrado seletivo, reforçando a percepção de que está à espera da oportunidade certa, e não apenas de um retorno qualquer ao banco.
Declarações que ainda repercutem
Em novembro de 2025, questionado sobre um possível retorno ao futebol, segundo o GOAL, sua resposta foi breve, mas enfática: “Vai acontecer em breve. Muito em breve.”
Zidane também tem sido constantemente ligado à seleção francesa. Didier Deschamps deve deixar o cargo após a Copa do Mundo de 2026, e Zidane é há muito tempo visto como seu sucessor natural. Sobre essa possibilidade, ele afirmou: “Gostaria de ser treinador da seleção francesa um dia. Com certeza voltarei a treinar.”
Incerteza persiste no Bernabéu
Por enquanto, o Real Madrid não revelou planos de longo prazo além da nomeação de Arbeloa. O clube continua a equilibrar os resultados imediatos com decisões estruturais mais amplas um desafio recorrente em um ambiente de constante pressão.
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Enquanto o clube busca novamente estabilidade, os comentários anteriores de Zidane e sua prolongada ausência dos gramados ganham nova relevância. Se apontam para um retorno ao Bernabéu ou para outro destino, ainda não se sabe, mas as especulações parecem estar longe de terminar.
Fontes: Real Madrid CF, GOAL
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