Restrições de viagem obscurecem planos de torcedores africanos para a Copa do Mundo
Regras de visto mudam a experiência dos torcedores
Com o início da Copa do Mundo cada vez mais próximo, cresce a expectativa em torno do torneio, marcado para ocorrer de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. Para muitos torcedores africanos, no entanto, as preocupações agora são administrativas e não esportivas.
Em dezembro, Senegal e Costa do Marfim passaram a integrar a lista de países sujeitos a restrições parciais de entrada nos Estados Unidos. Segundo a Associated Press, as medidas afetam principalmente viajantes que não possuem vistos americanos válidos.
Reações de torcedores durante a Copa Africana de Nações
A incerteza é visível entre os torcedores presentes na Copa Africana de Nações, no Marrocos. Muitos afirmam não saber se conseguirão viajar aos Estados Unidos para assistir aos jogos da Copa do Mundo.
“Não entendo por que o presidente americano gostaria de impedir equipes de certos países de participar. Se for assim, não deveriam aceitar sediar a Copa do Mundo”, disse o torcedor senegalês Djibril Gueye à Associated Press.
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As restrições incluem exceções para jogadores, membros da comissão técnica e familiares diretos, mas não contemplam os torcedores comuns.
Justificativa oficial e outros países afetados
O presidente Donald Trump afirmou que a política se baseia no que seu governo descreve como falhas nos processos de triagem e verificação. De acordo com a Associated Press, Irã e Haiti, também classificados para a Copa do Mundo, continuam sujeitos a restrições semelhantes estabelecidas em versões anteriores da medida.
Para muitos torcedores, a ausência de informações claras prolonga a incerteza. Fatou Diedhiou, líder de um grupo feminino de torcedores no Senegal, explicou que muitos preferem aguardar antes de tomar decisões definitivas.
“Queremos muito participar, mas não sabemos como”, disse. “Agora só esperamos. Talvez isso mude.”
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Lealdade que supera obstáculos
Alguns torcedores mantêm a determinação de viajar apesar das dificuldades. Sheikh Sy, que acompanhou o Senegal na Copa do Mundo de 2022, no Catar, considera que seguir a seleção faz parte da identidade dos fãs.
“Desde que o Senegal se classificou, temos que ir”, afirmou, segundo a Associated Press.
Seleções preparadas para apoio limitado
O técnico da Costa do Marfim, Emerse Faé, demonstrou confiança de que uma solução será encontrada, lembrando dificuldades semelhantes enfrentadas por torcedores em viagens anteriores. “Acho que tudo será resolvido antes da Copa do Mundo”, disse à Associated Press.
Os jogadores, por sua vez, reconhecem que podem atuar com menos apoio nas arquibancadas. O ponta Yan Diomande destacou que a situação foge ao controle da equipe.
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“Para nós, está tudo bem, podemos jogar sem torcedores”, afirmou.
Custos elevados ampliam a incerteza
Além das restrições de entrada, os altos custos representam outro obstáculo importante. Segundo a Associated Press, um torcedor senegalês identificado como Pape afirmou que não irá à Copa do Mundo apesar de possuir cidadania francesa, citando motivos políticos e financeiros.
A torcedora marfinense Tan Detopeu também questionou se muitos fãs terão condições de arcar com a viagem. “Mesmo sem o problema do visto, não acho que muita gente teria ido, porque é muito caro”, disse.
Uma Copa do Mundo com arquibancadas mais silenciosas
Enquanto os países anfitriões finalizam os preparativos, muitos torcedores do Senegal e da Costa do Marfim permanecem em compasso de espera. Caso as regras não mudem, parte do torneio poderá ocorrer sem a presença habitual desses fãs, levantando dúvidas sobre o clima e a inclusão na Copa do Mundo de 2026.
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Sources: The Associated Press
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