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Um erro de ia manteve torcedores fora do estádio

Decisão cautelosa após ataque a sinagoga

Em outubro de 2025, o Safety Advisory Group de Birmingham avaliou os riscos de segurança antes da partida da Liga Europa entre Aston Villa e Maccabi Tel Aviv. A análise ocorreu em um contexto de fortes tensões religiosas após um ataque fatal contra uma sinagoga em Manchester.

De acordo com reportagem da Wirtualna Polska, a West Midlands Police, membro central do grupo consultivo, recomendou que o jogo fosse realizado sem a presença de torcedores visitantes. Os agentes argumentaram que permitir a entrada de fãs israelenses poderia aumentar o risco de violência.

Relatos do exterior influenciaram a decisão

Documentos policiais citaram supostos incidentes envolvendo torcedores do Maccabi Tel Aviv durante uma partida anterior em Amsterdã. O relatório afirmava que houve ataques contra comunidades muçulmanas e que até 5.000 policiais teriam sido mobilizados para controlar a situação.

A polícia de Amsterdã posteriormente contestou essas informações. Segundo as autoridades neerlandesas, os acontecimentos foram exagerados e o número real de agentes destacados foi consideravelmente menor.

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Um jogo que nunca aconteceu

Um dos erros mais graves dizia respeito a distúrbios alegados durante uma partida entre West Ham United e Maccabi Tel Aviv. No entanto, esse confronto nunca ocorreu.

Apesar das imprecisões, o jogo do Aston Villa em 6 de novembro foi realizado sem a presença de torcedores do Maccabi Tel Aviv.

Versões contraditórias diante do parlamento

A decisão chegou rapidamente ao Parlamento britânico. Craig Guildford, chefe da West Midlands Police, foi convocado a prestar esclarecimentos em Westminster.

Em dezembro e novamente no início de janeiro, Guildford negou que ferramentas de inteligência artificial tivessem sido utilizadas no processo de tomada de decisão. Em 6 de janeiro, afirmou que os agentes haviam recorrido apenas a sistemas internos e a buscas padrão no Google.

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Essa versão mudou poucos dias depois. Em uma carta datada de 12 de janeiro, Guildford reconheceu que a informação falsa sobre o suposto jogo do West Ham teve origem no uso do Microsoft Copilot.

Quando a automação encontra a responsabilidade

A admissão provocou reações políticas intensas. Vários parlamentares pediram a renúncia de Guildford e a realização de uma auditoria independente sobre o uso de tecnologia pela polícia. Críticos afirmam que o caso contradiz garantias anteriores de que a IA não era empregada em decisões operacionais.

A Microsoft não comentou o episódio. A empresa também não respondeu às alegações de possíveis “alucinações” da IA que teriam contribuído para o relatório incorreto.

Segundo registros parlamentares e correspondência policial analisados pela Wirtualna Polska, o caso é agora visto como um dos primeiros exemplos claros de como ferramentas automatizadas podem influenciar decisões reais de segurança pública quando a supervisão humana falha.

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Sources, Wirtualna Polska, British Parliament, West Midlands Police

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