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O COI responde às especulações sobre o banimento olímpico após tensões lideradas por Trump

O Comitê Olímpico Internacional (COI) rejeitou as especulações de que as tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos poderiam colocar em risco a participação dos atletas norte-americanos nos próximos Jogos Olímpicos de Inverno, reafirmando sua posição de que disputas políticas estão fora de sua alçada.

Em declaração recente, o COI afirmou que continua focado em proteger a competição internacional, mesmo com o agravamento das tensões diplomáticas em outras partes do mundo.

“Como uma organização global, o COI precisa lidar com uma realidade complexa”, dizia o comunicado. “O COI deve considerar o contexto político atual e os últimos acontecimentos no mundo.”

A nota acrescentou que reunir atletas de diferentes nações é um dos pilares do movimento olímpico e alertou contra a interferência de conflitos políticos no esporte.

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“Por essa razão, o COI não pode se envolver diretamente em questões políticas ou em conflitos entre países”, continuava o texto. “Isso pertence ao campo da política.”

Por que surgiram questionamentos

A manifestação ocorre às vésperas dos Jogos de Inverno, que estão programados para começar no início de fevereiro em locais espalhados por Milão e Cortina d’Ampezzo, em um momento em que decisões de política externa dos EUA têm sido alvo de intenso escrutínio.

No início deste mês, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que forças americanas realizaram um “ataque em larga escala” na Venezuela, o que teria resultado na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A alegação não foi confirmada de forma independente e tem sido amplamente questionada por observadores internacionais.

Relatos de atividades militares adicionais dos EUA na Nigéria, juntamente com discussões sobre possíveis operações futuras em países como Groenlândia, México, Colômbia e Irã, aumentaram ainda mais as tensões diplomáticas com diversos governos.

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Cresce a pressão política

Esses desdobramentos reacenderam na Europa o debate sobre se países acusados de violar o direito internacional deveriam sofrer consequências também no âmbito esportivo internacional.

No Reino Unido, um grupo de parlamentares de diferentes partidos apresentou uma moção pedindo que entidades esportivas considerem sanções contra nações que desrespeitem a soberania de outros Estados. A proposta apela a organizações como a FIFA para que revejam as regras de participação, inclusive com a possibilidade de suspensões em grandes torneios.

O texto argumenta que as recentes ações dos Estados Unidos configuram uma “intervenção direta nos assuntos internos de um Estado soberano” e alerta que esse tipo de conduta enfraquece a ordem internacional baseada em normas.

Grandes eventos pela frente

O debate ocorre enquanto os Estados Unidos se preparam para coorganizar a Copa do Mundo da FIFA este ano, ao lado do México e do Canadá. Além disso, Los Angeles está prevista para sediar os Jogos Olímpicos de Verão em 2028.

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Até o momento, nenhuma federação internacional indicou que as equipes americanas possam ser excluídas de eventos futuros. A declaração do COI parece ter como objetivo evitar que disputas políticas ofusquem os Jogos de Inverno, reafirmando seu compromisso histórico com a neutralidade.

Por ora, a posição do comitê permanece inalterada: a participação nos Jogos Olímpicos é regida por princípios esportivos, não por alinhamentos geopolíticos.

Fontes: BBC Sport

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