Quando o desporto se torna uma questão menor: um atleta olímpico conta a sua história pessoal numa entrevista chocante após a competição.
A equipa dinamarquesa de curling feminino defrontou a China num jogo crucial para se manter na competição. Se o marcador conta uma história, outra, muito mais pessoal, marcou a experiência da patinadora dinamarquesa Madeleine Dupont.
Segundo a TV 2 Sport e uma reportagem do jornalista Jacob Qvirin Petersen, Dupont disse numa entrevista que a sua sogra tinha sofrido uma paragem cardíaca alguns dias antes do jogo contra a China. Explicou que este incidente a tinha afetado profundamente durante os preparativos e durante o torneio.
O que está em jogo no gelo olímpico
A Dinamarca entrou em campo sabendo que uma vitória era essencial para manter vivas as suas hipóteses de se qualificar para as meias-finais. De acordo com a transmissão em direto da TV 2 Sport, a equipa dinamarquesa já não podia controlar o seu próprio destino e precisava de uma vitória contra a China e de resultados favoráveis no sorteio.
A pressão foi grande desde o início, mas a determinação dos dinamarqueses também. Ao fim de três períodos, os dinamarqueses tinham uma vantagem de 6,1 pontos e o terceiro período mudou decisivamente a dinâmica com quatro pontos. O comentador Jacob Qvirin Petersen descreveu o jogo como "vind eller forsvind kamp", sublinhando a importância do momento.
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A China reagiu com determinação, mas a Dinamarca manteve a calma e deu os tiros decisivos quando era mais importante. No curling, cada final é como um final, com as equipas a jogarem à vez a última pedra, conhecida como o martelo, uma vantagem estratégica que pode ser decisiva.
Uma emergência familiar nos bastidores
Este drama desportivo ocorreu num contexto de crise pessoal. Segundo a TV 2 Sport, o Sr. Dupont afirmou que a paragem cardíaca da sua sogra ocorreu alguns dias antes dos jogos decisivos da equipa em Pequim.
Segundo ele, esta situação afectou naturalmente a sua concentração e o seu estado emocional. Embora tenha permanecido calmo durante a competição, o peso emocional dos acontecimentos em casa nunca esteve longe.
Para os telespectadores, a apresentação proporcionou um novo contexto para a campanha da Dinamarca. Os atletas de elite competem frequentemente e carregam um fardo invisível para o público, equilibrando as dificuldades pessoais com as expectativas profissionais.
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Mais do que apenas medalhas
O desempenho da Dinamarca contra a China manteve vivas as suas esperanças olímpicas, pelo menos temporariamente. Mas o jogo também mostrou mais do que apenas classificações e estatísticas.
Para Madeleine Dupont e os seus companheiros de equipa, os Jogos de inverno foram um teste de resistência no verdadeiro sentido da palavra. De acordo com a TV 2 Sport, a equipa apercebeu-se de que, embora os resultados sejam importantes, a vida para além do gelo pode mudar imediatamente as prioridades.
Nessas alturas, o desporto passa para segundo plano e a história da humanidade ganha protagonismo.
Manchete de um tabloide: "Desgosto olímpico: esquiador dinamarquês revela a paragem cardíaca da família durante o duelo da vitória".
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Fontes: TV 2 Sport
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