Chelsea pode ter de pagar 24 milhões de libras para demitir Rosenior após derrota para o Brighton
Como se chega ao valor de 24 milhões
Segundo a reportagem do Mirror assinada por Matthew Abbott, Rosenior recebe cerca de 4 milhões de libras por temporada desde o acordo assinado em janeiro. Na página oficial do seu perfil no Chelsea, o contrato aparece com validade até 2032. Se o Chelsea encerrar o vínculo agora, o valor restante pode chegar teoricamente a 24 milhões de libras.
Isso não significa que Rosenior receberia automaticamente esse montante exato. Contratos desse tipo costumam incluir cláusulas que podem reduzir a indenização final, seja por meio de um acordo negociado ou por condições específicas de rescisão. Ainda assim, a duração do vínculo deixa claro que qualquer decisão imediata teria um custo relevante para o clube.
A derrota para o Brighton aumentou a pressão
Na página oficial da partida na Premier League, está registrado o revés do Chelsea por 0-3 diante do Brighton em 21 de abril de 2026. O resultado deixou a equipe na sétima colocação e complicou ainda mais a briga por vaga na Liga dos Campeões.
Segundo a matéria do Evening Standard escrita por Alex Young, Tim Sherwood classificou como vergonhosa a abordagem tática do Chelsea e afirmou na Sky Sports que Rosenior provavelmente não sobreviverá a esse resultado. O mesmo texto também informou que o Chelsea chegou à quinta derrota seguida na Premier League e à sétima derrota nos últimos oito jogos em todas as competições.
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O próprio Rosenior não tentou amenizar o que aconteceu. Na cobertura pós-jogo da Premier League, ele deixou claro que a atuação foi inaceitável em todos os aspectos. Isso apenas aumentou a discussão sobre a continuidade do treinador.
O problema do Chelsea não é só esportivo
O Chelsea nomeou Rosenior em 6 de janeiro de 2026 e apostou nele com um contrato longo, um sinal claro de compromisso que agora pesa contra o clube. Quando uma diretoria oferece vínculo até 2032, também assume que qualquer correção no meio de uma crise será cara.
Por isso, os dirigentes não precisam avaliar apenas se Rosenior ainda é capaz de recuperar a temporada. Também precisam decidir se uma nova troca de treinador criaria ainda mais instabilidade em um projeto que já parece frágil, ou se mantê-lo no cargo, apesar da má fase, faz mais sentido do ponto de vista esportivo e financeiro.
A próxima decisão pode definir o tamanho do prejuízo
A crise em campo é evidente, mas o contrato transforma qualquer reação em uma escolha de grande impacto. O Chelsea pode demitir Rosenior, mas a conta não terminaria no jogo seguinte. Quanto mais longo o contrato, maior o risco de uma aposta esportiva mal feita se transformar também em um erro de gestão caro.
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Por isso, a próxima decisão em Stamford Bridge não dependerá apenas da classificação. Ela também será definida pelo grau real de confiança que o clube ainda tem em Rosenior e pelo preço que está disposto a pagar para mudar de direção mais uma vez.
Sources: Daily Mirror, Evening Standard, Chelsea FC, Premier League.
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