A pouco menos de 50 dias para o início da Copa do Mundo FIFA de 2026, expandida e sediada na América do Norte, um significativo obstáculo diplomático surgiu, lançando uma sombra sobre os preparativos do torneio. A delegação de futebol do Irã, incluindo o presidente de sua federação, teve a entrada negada no Canadá para um crucial Congresso da FIFA, desencadeando uma disputa diplomática e reacendendo questões sobre a intersecção entre esporte e política internacional.
Tensões políticas ofuscam congresso da FIFA
O incidente, noticiado pelo GiveMeSport, viu oficiais da federação iraniana de futebol serem impedidos de entrar no Aeroporto Toronto Pearson. Entre os barrados estava Mehdi Taj, presidente da federação iraniana de futebol, que também é ex-membro da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC).
A recusa decorre da designação do IRGC pelo Canadá como organização terrorista em 2024. Esta política proíbe estritamente a entrada de membros do grupo no país. Inicialmente, a ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, descreveu a recusa como “não intencional”, sugerindo um possível erro administrativo. No entanto, uma postura mais clara e firme surgiu do ministério da imigração.
Taous Ait, secretária de imprensa da ministra da imigração Lena Diab, declarou inequivocamente: “O IRGC é inadmissível no Canadá e não tem lugar em nosso país. Tomamos medidas fortes para responsabilizar o IRGC e continuaremos a fazê-lo, protegendo a segurança dos canadenses e mantendo a integridade do nosso sistema de imigração.”
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A delegação iraniana subsequentemente retornou à Turquia. A federação iraniana de futebol condenou rapidamente as ações, classificando-as como “comportamento inaceitável dos oficiais de imigração” e um “insulto a um dos órgãos mais honrosos das forças armadas da nação iraniana”.
Participação do Irã na Copa do Mundo sob escrutínio
Este atrito diplomático surge em meio a tensões políticas existentes em torno do lugar do Irã na Copa do Mundo de 2026. Relatos recentes destacaram um esforço tardio de um aliado do ex-presidente dos EUA Donald Trump para substituir o Irã pela Itália no torneio, sublinhando as complexidades geopolíticas que frequentemente envolvem eventos esportivos internacionais.
A Copa do Mundo de 2026, co-organizada por EUA, Canadá e México, será a maior edição do torneio até agora, contando com um recorde de 48 países divididos em 12 grupos de quatro seleções. O Irã está programado para competir no Grupo G, com sua primeira partida agendada contra a Nova Zelândia em 16 de junho. Eles também enfrentarão Bélgica e Egito na fase de grupos.
Como todas as 211 associações membros da FIFA deveriam estar representadas no Congresso, o bloqueio da delegação do Irã serve como um lembrete contundente de como as designações políticas e as relações internacionais podem impactar diretamente os órgãos e eventos esportivos globais, mesmo enquanto o mundo se prepara para seu maior espetáculo de futebol.
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Fontes: www.givemesport.com
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