A crise do Chelsea agrava-se: Será que Cole Palmer, em baixa de forma, ainda consegue liderar a recuperação?
O Chelsea entra numa fase decisiva da temporada, com a conquista de títulos e a qualificação para a Liga dos Campeões ainda ao seu alcance, mas a incerteza em torno da forma de Cole Palmer está a tornar-se difícil de ignorar.
Com um lugar garantido nas meias-finais da FA Cup e uma classificação entre os cinco primeiros da Premier League ainda possível, a margem de erro está a diminuir. Muito poderá depender de o seu jogador mais influente conseguir recuperar o ritmo a tempo.
A quebra de forma de Palmer surge no pior momento
Palmer foi peça-chave na produção ofensiva do Chelsea no início da temporada, mas a sua influência tem diminuído nas últimas semanas.
Segundo o GOAL.com, o internacional inglês somou apenas dois golos e uma assistência nos seus últimos 11 jogos. A sua última participação direta num golo ocorreu há oito partidas, um contraste evidente com a forma que o tornou um dos jogadores em maior destaque na liga no início da época.
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Mesmo na vitória por 7-0 sobre o Port Vale, na FA Cup, Palmer não conseguiu marcar nem assistir, o que evidencia uma quebra geral na sua eficácia ofensiva, mais do que um simples dia menos conseguido.
Problemas físicos por detrás da queda
Existem fatores atenuantes claros. A carga de jogos de Palmer na época passada foi elevada, com mais de 50 partidas disputadas, e esse desgaste parece agora estar a fazer-se sentir.
Ele já falhou um período significativo nesta temporada, e problemas físicos persistentes podem explicar a perda de frescura.
Em declarações aos meios oficiais do Chelsea, Palmer sugeriu estar a recuperar: “Sinto-me bem, sinto que ultrapassei um ponto de viragem, finalmente posso voltar a rematar e fazer tudo, por isso agora trata-se de continuar a evoluir e a render.”
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O calendário apertado do Chelsea, incluindo as exigências adicionais do Mundial de Clubes, colocou ainda mais pressão sobre um plantel relativamente jovem.
Expectativas mais altas, realidade diferente
A incerteza atual contrasta fortemente com os padrões do passado do Chelsea.
Sob a liderança de Roman Abramovich, o clube competia consistentemente ao mais alto nível, conquistando 17 troféus em 18 anos e raramente ficando fora do top 4 da Premier League. Como refere o GOAL.com, as classificações recentes de 12.º, 6.º e 4.º lugar evidenciam um período mais irregular sob a nova direção.
Essa mudança aumentou a dependência de jogadores emergentes como Palmer, em vez de superestrelas consagradas capazes de decidir jogos independentemente da forma.
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O papel de liderança sob escrutínio
A crescente importância de Palmer ficou evidente quando lhe foi entregue, pela primeira vez, a braçadeira de capitão frente ao Port Vale.
O treinador Liam Rosenior descreveu a decisão como um passo natural: “Acho que é um passo natural para o Cole nesta fase da sua carreira.”
No entanto, a liderança a este nível depende frequentemente do rendimento, e a sua atual irregularidade levanta dúvidas legítimas sobre a sua capacidade de dar o exemplo na fase decisiva da época.
Um calendário exigente pela frente
Os jogos restantes do Chelsea deixam pouca margem para recuperação.
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Os encontros contra Manchester City, Manchester United e Liverpool deverão definir a temporada, especialmente na luta pela qualificação para a Liga dos Campeões. Segundo o GOAL.com, falhar a principal competição europeia poderá ter implicações financeiras significativas.
Uma temporada que pode depender de um só jogador
O Chelsea ainda está em posição de salvar uma temporada bem-sucedida. No entanto, a sua estrutura ofensiva tem-se centrado cada vez mais em Palmer, tornando difícil separar a sua forma do desempenho coletivo da equipa.
Se conseguir regressar ao seu melhor nível, o Chelsea tem qualidade para competir em várias frentes. Caso contrário, a temporada corre o risco de se desmoronar no momento mais importante.
Fontes: GOAL.com, Chelsea FC
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