A diferença entre o que o diretor executivo da Ferrari disse e o que não disse é a verdadeira história que sai de Maranello esta semana. Benedetto Vigna defendeu o seu chefe de equipa, rejeitou os rumores de uma rutura e deu o seu aval ao projeto atual. Não confirmou que Fred Vasseur vai liderar a equipa até 2027.
Vigna escolheu vir a público precisamente para pôr fim à especulação. Disse ao Motorsport.com Italia que estava a jantar com Vasseur enquanto lia online que os dois não se suportavam, e afastou essa versão dos acontecimentos.
«A confiança em Fred existe e sempre existiu», afirmou Vigna, segundo o Motorsport.com.
Apresentou a quebra de resultados como um problema a resolver e não como uma razão para mudar de liderança.
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«Os nossos rivais fizeram um trabalho melhor. Mas as leis da física são imutáveis, o que significa que se pode fazer melhor», disse.
Nenhum aval para 2027, apenas uma declaração de facto
O atual contrato de Vasseur, prolongado pela Ferrari a 31 de julho de 2025, vigora, pelo menos, até ao final de 2027. É também o ano em que a Fórmula 1 muda para uma nova fórmula de motor e chassis, a maior transformação técnica da última década e aquela em que a Ferrari apostou a sua recuperação. Confirmar Vasseur como o homem que vai liderar essa transformação teria sido a linha natural a seguir na defesa de Vigna.
Não o fez. Vigna confirmou a posição atual de Vasseur, mas não ofereceu qualquer compromisso público ao chefe de equipa para lá do final do seu contrato atual, de acordo com o relato do Yahoo Sports sobre a sua aparição junto à pista.
Fontes internas da Ferrari têm sido mais diretas em privado. O PlanetF1 noticiou no final de setembro que a equipa elaborou uma lista de sucessão, com o responsável máximo do WEC Antonello Coletta identificado como o principal candidato interno e o chefe de equipa adjunto Jerome d’Ambrosio visto como uma possível promoção interna. Segundo essa notícia, a Ferrari já abordou Coletta anteriormente e foi recusada mais do que uma vez.
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Vasseur: «Por vezes os ataques são um pouco pessoais»
Vasseur ouviu o barulho e disse-o ele próprio em Sepang.
«Quando se vê o barulho e todos os rumores na imprensa durante toda a semana, penso que, enquanto equipa, precisamos de trabalhar em serenidade», disse aos jornalistas no Grande Prémio do Bahrain, disputado no circuito de Sepang, na Malásia, de 2 a 4 de outubro, via Formula1.com.
«Por vezes os ataques são um pouco pessoais, e isso não é bom.»
Os seus pilotos apoiaram-no no mesmo paddock. Charles Leclerc classificou os rumores como «desagradáveis» e «desrespeitosos». Lewis Hamilton descreveu Vasseur como um «líder fantástico», deixando no entanto a porta aberta a mudanças estruturais noutras áreas da organização.
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A especulação intensificou-se depois de o antigo chefe de equipa da Red Bull, Christian Horner, ter dito ao The Times que a Ferrari seria «um trabalho de sonho», e agravou-se quando os resultados não melhoraram. A intervenção de Vigna esta semana foi pensada para encerrar o dossiê. A ausência de um compromisso para 2027 é a razão pela qual o dossiê continua em aberto.
A próxima corrida da Ferrari é o Grande Prémio de Singapura, em Marina Bay, de 9 a 11 de outubro, com Vasseur ainda a comandar o muro das boxes.
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