Documentos vazados revelam aumento salarial do presidente da FIFA, Gianni Infantino
À medida que a FIFA se prepara para uma série de grandes torneios na América do Norte, novos documentos financeiros divulgados chamaram novamente a atenção para a liderança da organização e para a remuneração de seu presidente, Gianni Infantino.
Documentos que surgiram online e foram noticiados pelo Le Monde oferecem uma visão rara de como os rendimentos de Infantino evoluíram ao longo do tempo em que esteve no comando do futebol mundial, num momento em que questões de governança e transparência continuam a ser centrais para a imagem pública da FIFA.
De reformador a presidente de longa data
Infantino lidera a FIFA desde fevereiro de 2016, assumindo o cargo após a queda de Sepp Blatter e os escândalos de corrupção que abalaram a organização. Sua presidência começou com promessas de reforma e maior fiscalização, numa tentativa da FIFA de recuperar a credibilidade junto aos torcedores, patrocinadores e governos.
Nascido na Suíça, filho de imigrantes italianos, Infantino frequentemente menciona suas origens humildes. Formou-se em Direito pela Universidade de Friburgo e construiu uma carreira na administração do futebol, especialmente na UEFA, antes de ser eleito presidente da FIFA.
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Ainda este ano, ele comandará sua terceira Copa do Mundo masculina, com a edição de 2026 prevista para ocorrer nos Estados Unidos, Canadá e México.
O que revelam os documentos vazados
Segundo o Le Monde, que afirma ter analisado declarações fiscais norte-americanas compartilhadas pela organização VI, o salário de Infantino aumentou significativamente desde sua eleição inicial.
O jornal relatou que seu salário era de €1,28 milhão quando assumiu o cargo. Em 2024, seus rendimentos anuais totais subiram para aproximadamente €5,27 milhões.
Os documentos citados pelo Le Monde mostravam um salário base de pouco menos de €2,5 milhões, acrescido de cerca de €1,5 milhão em bônus e aproximadamente €950.000 em outros benefícios tributáveis. As contribuições para a aposentadoria somavam mais de €130.000.
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Bônus, crescimento e escrutínio
O relatório indicou que Infantino recebeu um bônus de €1,77 milhão após a Copa do Mundo de 2022. Após sua reeleição em 2023, sua remuneração total teria aumentado em €2,7 milhões.
Embora seu salário atual não tenha sido confirmado publicamente, o Le Monde informou que é esperado um novo aumento, à medida que a FIFA expande seus principais torneios nos Estados Unidos, incluindo o Mundial de Clubes e a Copa do Mundo de 2026. Infantino tem desempenhado um papel central na promoção desses eventos, inclusive por meio de encontros de alto nível com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump.
Outros documentos, anteriormente citados por diferentes veículos de comunicação, também levantaram questões sobre despesas pessoais, incluindo gastos supostamente feitos com itens de luxo para casa e vestuário.
Limites ao tempo que pode permanecer no cargo
Espera-se que Infantino concorra a um novo mandato em 2027, o que o manteria no cargo até 2031. De acordo com as reformas de governança da FIFA, os presidentes estão oficialmente limitados a um máximo de 12 anos no poder.
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No entanto, como seu primeiro mandato, iniciado em 2016, durou apenas três anos, ele não é contabilizado como um ciclo completo. Esse detalhe técnico pode permitir que ele permaneça no cargo por até 15 anos, caso seja reeleito.
Depois desse período, as regras da FIFA exigiriam sua saída, encerrando uma das presidências mais longas da história da organização.
Fontes: Le Monde, VI
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