Desporto

Expansão do plantel da Liga dos Campeões gera controvérsia

Os principais clubes de futebol da Europa estão a pressionar a UEFA para aumentar o número de jogadores permitidos nos plantéis da Liga dos Campeões, argumentando que a mudança poderá ajudar as equipas a lidar com as crescentes exigências físicas do calendário do futebol moderno.

A proposta elevaria o limite atual dos plantéis de 25 para 28 jogadores. Segundo o The Guardian, a ideia foi discutida no mês passado numa reunião do Comité de Competições de Clubes da UEFA (CCC), que inclui representantes de 16 clubes e aconselha o organismo dirigente sobre os regulamentos das competições.

Nenhuma decisão formal foi tomada durante a reunião, mas a discussão revelou uma clara divisão entre os clubes quanto a saber se o aumento do tamanho dos plantéis beneficiaria o futebol europeu.

Os defensores da proposta afirmam que a mudança daria aos treinadores maior flexibilidade para rodar jogadores durante calendários congestionados. As equipas de elite disputam frequentemente mais de 50 jogos por temporada entre ligas nacionais, competições de taça e torneios europeus, aumentando as preocupações com a fadiga e o risco de lesões.

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Plantéis mais amplos, argumentam os defensores, permitiriam às equipas gerir melhor a carga de trabalho, mantendo ao mesmo tempo a qualidade em campo. Os treinadores poderiam recorrer a opções mais fortes a partir do banco em jogos de alta intensidade sem enfraquecer significativamente as suas formações.

Nem todos, no entanto, estão convencidos de que a medida melhoraria a competição.

Alguns clubes receiam que a expansão do limite dos plantéis encoraje as equipas mais ricas da Europa a contratar ainda mais jogadores de topo, limitando o talento disponível para rivais de menor dimensão. Como o conjunto de futebolistas de elite é relativamente reduzido, os críticos alertam que mesmo um aumento modesto no tamanho dos plantéis poderá concentrar ainda mais o talento num pequeno número de clubes.

A questão também surgiu no comité de competições de seleções nacionais da UEFA, onde se entende que os treinadores estão divididos sobre se plantéis maiores resolveriam de forma significativa as preocupações relacionadas com a carga de trabalho dos jogadores.

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O debate reflete tensões mais amplas no futebol europeu, à medida que os organismos dirigentes tentam equilibrar o crescimento financeiro com o equilíbrio competitivo. As ligas mais pequenas já enfrentam uma pressão crescente à medida que as receitas de transmissão e o poder comercial se concentram em grandes competições como a Premier League e a Liga dos Campeões.

Alguns responsáveis temem que permitir plantéis maiores possa acelerar a transferência de jovens promissores para os clubes mais ricos do continente, ampliando a diferença entre a elite do futebol e o restante futebol europeu.

Fonte: The Guardian

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