Flex explode enquanto o United demite Amorim
O Manchester United dispensou Ruben Amorim, encerrando mais um capítulo curto e turbulento no comando técnico de Old Trafford. O antigo médio Darren Fletcher assumirá o cargo de forma interina enquanto o clube procura uma solução de longo prazo.
A decisão gerou fortes reações entre adeptos e analistas, muitos dos quais defendem que a demissão reflete problemas estruturais mais profundos e não apenas o fracasso de um treinador.
Um clube preso no caos
Segundo uma entrevista transmitida pelo The United Stand, o adepto de longa data do Manchester United conhecido como Flex afirmou que a saída de Amorim não o surpreendeu, embora tenha descrito a situação geral do clube como profundamente disfuncional.
Explicou que as recentes declarações públicas de Amorim, incluindo comentários feitos em conferências de imprensa esta semana, indicavam uma relação já deteriorada. Todos, na sua opinião, treinador e direção, têm responsabilidade no desfecho.
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Flex sublinhou que concentrar a atenção apenas no técnico esconde problemas de fundo que o clube arrasta há vários anos.
Resultados que esgotaram a paciência
Enquanto alguns adeptos demonstraram simpatia por Amorim, Flex rejeitou a ideia de que o treinador português tenha sido tratado de forma injusta.
Segundo Flex, os resultados não justificavam a continuidade, especialmente tendo em conta o investimento significativo realizado no mercado de verão. Apontou a má sequência da equipa, com apenas duas vitórias em 11 jogos, como sinal de um desempenho abaixo das expectativas.
Acrescentou ainda que a posição do United na tabela disfarça o verdadeiro nível da equipa numa temporada de liga globalmente fraca.
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Promessas feitas e quebradas
Ao mesmo tempo, Flex defendeu que a demissão de Amorim não pode ser explicada apenas pelos resultados.
De acordo com a transmissão, afirmou que ao treinador foi prometido maior controlo e apoio a longo prazo, compromissos que nunca se concretizaram. Referiu decisões contraditórias por parte da liderança do clube, incluindo mudanças de rumo em nomeações anteriores, como sinais claros de instabilidade.
Na sua análise, o colapso resultou de uma falta de alinhamento entre a equipa técnica e os responsáveis do clube.
Confiança na direção em queda
Grande parte das críticas foi dirigida à estrutura de propriedade liderada pela INEOS e por Sir Jim Ratcliffe.
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Segundo Flex, as garantias públicas sobre paciência e planeamento a longo prazo não se refletiram na prática. Recordou declarações anteriores de Ratcliffe a prometer tempo ao treinador, palavras que agora parecem vazias.
Como consequência, afirmou já não confiar nos atuais decisores para conduzir o clube na direção certa.
Adeptos temem mais um falso recomeço
Outras vozes do programa partilharam a opinião de que as falhas de Amorim e os erros da direção podem ser verdadeiros em simultâneo.
Segundo outros intervenientes da transmissão, a demissão do treinador pode aliviar a pressão a curto prazo, mas não resolve os problemas estruturais que afetam o Manchester United há anos. Muitos adeptos receiam que, sem clareza e responsabilização, o ciclo de demissões e recomeços continue.
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Para muitos, a saída de Amorim parece menos um ponto de viragem e mais um novo recomeço sem um plano claro.
Fontes: entrevista transmitida pelo The United Stand, reações de adeptos
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