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Mudou de bandeira e sentiu tudo de uma vez, Kasatkina admite que quase chorou em quadra

Um novo começo que pareceu mais pesado do que o esperado

Daria Kasatkina entrou em quadra em Brisbane carregando mais do que as expectativas habituais de uma partida de início de temporada. Pela primeira vez, competiu representando a Austrália após mudar a sua nacionalidade esportiva e descreveu o momento como emocionalmente diferente de tudo o que já havia vivido.

De acordo com a AFP, Kasatkina explicou que o apoio vindo das arquibancadas a surpreendeu e quase a fez chorar no início do jogo.

“Quando entrei em quadra com todo aquele apoio ao meu redor, quase comecei a chorar”, disse aos jornalistas. Kasatkina já falou publicamente sobre a sua homossexualidade e sobre a sua oposição à guerra na Ucrânia, posições que a levaram a se afastar da Rússia.

A emoção encontrou a realidade em Brisbane

Dentro de quadra, a partida não terminou como Kasatkina esperava. No domingo, ela foi derrotada em três sets na primeira rodada do torneio de Brisbane por Anastasia Potapova, uma jogadora nascida na Rússia que representa a Áustria desde o início desta temporada.

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Kasatkina reconheceu que o desejo de vencer sob a nova bandeira acrescentou uma pressão extra. “Eu queria muito ganhar”, afirmou. “Senti uma energia a mais no final da partida, mas infelizmente não foi suficiente”.

Reconstrução após uma temporada interrompida

A derrota em Brisbane aconteceu enquanto Kasatkina ainda tenta estabilizar a sua carreira após uma temporada 2025 complicada. Ex número oito do mundo, ela ocupa atualmente a 40ª posição no ranking da WTA depois de ter feito uma pausa no ano passado.

Segundo a Agerpres, Kasatkina explicou que essa pausa foi necessária após atingir um nível profundo de esgotamento mental e emocional. No domingo, ela voltou a falar de forma aberta sobre esse período.

“Tive um ano muito difícil”, disse. “Agora estou melhor, mas ainda preciso sair da situação em que me encontrava”.

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Representar a Austrália e um senso de responsabilidade

Além da forma física e dos resultados esportivos, Kasatkina afirmou que a decisão de representar a Austrália vem acompanhada de um forte senso de responsabilidade pessoal. Ela explicou que deseja retribuir, de alguma forma, ao país que a acolheu, mesmo que não haja grandes expectativas externas.

“Eu sei que ninguém espera resultados de mim”, afirmou, “mas quero contribuir de alguma maneira”.

Kasatkina conquistou oito títulos da WTA ao longo da sua carreira e diz que o processo de adaptação a uma nova identidade esportiva ainda está em andamento. Por enquanto, ela se concentra em recuperar a confiança e encontrar regularidade ao longo da temporada.

Fontes: AFP, Ziare.com, Agerpres

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