Tênis

Novak Djokovic critica pergunta «desrespeitosa» em conferência de imprensa no Open da Austrália

Enquanto Novak Djokovic se aproxima de mais um marco no Aberto da Austrália, o tenista de 38 anos deixou claro que não vê sua carreira como uma perseguição constante a outros, sejam eles do passado ou do presente.

Após garantir uma vaga nas semifinais em Melbourne, Djokovic rebateu uma pergunta que enquadrava sua trajetória como uma sequência de “perseguições” — primeiro a Roger Federer e Rafael Nadal, e agora a Jannik Sinner e Carlos Alcaraz. A sugestão tocou num ponto sensível para o sérvio, que tem estado no centro do tênis masculino há quase duas décadas.

Djokovic avançou às semifinais após um jogo incomum contra o italiano Lorenzo Musetti. Musetti foi forçado a abandonar a partida devido a uma lesão, apesar de liderar por dois sets, encerrando o confronto prematuramente e garantindo a vitória de Djokovic.

O resultado definiu um duelo contra Sinner na semifinal, com uma vaga na final de domingo em jogo. Djokovic busca conquistar seu 25º título de Grand Slam em simples — um feito que ampliaria ainda mais o seu próprio recorde.

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De acordo com os registros do torneio, Djokovic já levantou o troféu em Melbourne 10 vezes, mais do que qualquer outro jogador masculino. Um novo título reforçaria ainda mais seu domínio de longa data neste torneio, mesmo com uma nova geração se consolidando no topo do esporte.

Essa mudança de geração foi o pano de fundo para a troca de palavras durante a coletiva de imprensa após o jogo. Um repórter sugeriu que Djokovic passou os primeiros anos de sua carreira correndo atrás de Federer e Nadal, e que agora estaria fazendo o mesmo com Sinner e Alcaraz.

Djokovic interrompeu a pergunta.

"Então eu sou sempre o perseguidor e nunca o perseguido?", respondeu ele.

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Em seguida, classificou a premissa como “desrespeitosa”, argumentando que ela ignorava um longo período em que ele foi a figura dominante do tênis.

"Olha, eu acho um pouco desrespeitoso você ignorar tudo o que aconteceu entre o momento em que eu comecei a perseguir, como você diz, o Rafa e o Roger, e agora que eu estaria perseguindo o Carlos e o Jannik", disse Djokovic.
"Provavelmente há uns 15 anos aí no meio em que eu dominei os Grand Slams. Acho importante colocar isso em perspectiva. Para ser honesto, não sinto que estou perseguindo ninguém."

Djokovic também fez uma distinção clara entre suas grandes rivalidades do passado e o respeito que tem pelos jogadores que estão agora surgindo no topo do esporte.

"Roger e Rafa sempre serão meus maiores rivais", declarou. "Tenho um enorme respeito pelo que Jannik e Carlos estão fazendo, continuam fazendo e farão nos próximos 10, 15 ou 20 anos."

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Federer, Nadal e Djokovic juntos definiram uma das eras mais competitivas do tênis masculino, estabelecendo recordes que pareciam inalcançáveis. Sinner e Alcaraz, por outro lado, representam um futuro em rápida evolução — um futuro no qual Djokovic ainda está plenamente presente.

Entre os dois, Sinner e Alcaraz venceram os últimos oito títulos de Grand Slam, mas Djokovic continua alcançando as fases finais dos torneios mais importantes, mesmo já perto dos 40 anos, desafiando jogadores mais de uma década mais jovens.

Independentemente de conquistar ou não mais um título no Aberto da Austrália nesta semana, a resposta de Djokovic deixou uma coisa clara: ele não vê sua carreira como uma sucessão de perseguições, mas como um longo período no topo — um topo que ele ainda não está disposto a deixar.

Fontes: coletiva de imprensa do Aberto da Austrália; registros do torneio

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