Jose Mourinho

O regresso explosivo de Mourinho ao Real Madrid: será que ele consegue recuperar um gigante em declínio?

Treze anos após a sua saída, José Mourinho regressa ao Real Madrid, um clube que enfrenta conflitos internos e falta de grandes troféus.

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Treze anos após a sua saída inicial, José Mourinho está prestes a fazer um regresso dramático ao comando do Real Madrid, voltando a um clube que lida com conflitos internos e uma recente falta de grandes troféus. O anúncio segue-se a uma rara e acalorada conferência de imprensa do presidente Florentino Pérez, a sua primeira em mais de uma década, sinalizando um potencial alinhamento de duas personalidades fortes e confrontadoras.

A passagem anterior de Mourinho pelo Santiago Bernabéu, entre 2010 e 2013, rendeu um título da La Liga e uma Copa del Rey. Ele descreveu esse período como “quase violento” em janeiro deste ano, um sentimento que talvez prefigure a intensidade exigida para a sua segunda vinda. O clube acaba de concluir a sua segunda temporada consecutiva sem um grande troféu, um contraste gritante com os seus habituais altos padrões, e terminou abaixo do top 10 na fase de grupos da Liga dos Campeões por duas vezes, de acordo com Guillem Balague, da BBC Sport.

Um balneário fraturado aguarda

Os desafios que Mourinho enfrenta são consideráveis, não menos importante um balneário alegadamente fraturado por brigas entre jogadores e uma percebida falta de controlo da direção. Uma questão chave destacada por Balague é a dificuldade em integrar os avançados superestrelas Vinicius Jr e Kylian Mbappé, cuja química não se materializou como esperado. Três treinadores anteriores – Carlo Ancelotti, Xabi Alonso e Arbeloa – foram incapazes de fazer a dupla funcionar eficazmente como uma parceria. Vinicius Jr, por sua vez, alegadamente viu o seu desejo realizado quando Xabi Alonso foi despedido, enquanto Mbappé é descrito como não sendo amado e parecendo um “corpo estranho” dentro do clube.

O histórico de Mourinho na gestão de personalidades fortes e na adaptação de jogadores pode ser crucial. Durante a sua primeira passagem por Madrid, ele navegou com sucesso a dinâmica entre Cristiano Ronaldo e Karim Benzema. Famosamente, ele também utilizou o avançado Samuel Eto’o como extremo-direito no Inter de Milão, uma mudança tática que contribuiu para a sua histórica conquista da Tríplice Coroa. No entanto, o seu historial recente como treinador mostra um caminho mais turbulento, sem um título de liga em 11 anos e tendo sido despedido ou efetivamente afastado em cinco dos seus últimos seis trabalhos.

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O aliado endurecido de Pérez

A recente conferência de imprensa de Pérez, descrita como um “espetáculo” por Balague, viu o presidente enfurecer-se contra jornalistas, invocar conspirações e avisar que teriam de o “expulsar a tiro” do Bernabéu. Esta postura confrontadora, caracterizada por uma mentalidade de cerco e uma moldura de “nós contra o mundo”, alinha-se surpreendentemente com a própria filosofia de gestão de Mourinho e a sua tendência para usar o ressentimento como arma. Pérez é conhecido pelas suas críticas aos árbitros e pela crença de que a comunicação social procura miná-lo e que o Barcelona é favorecido pela La Liga.

Mourinho, por sua vez, deverá exigir uma participação significativa nas contratações, identificando especificamente posições e áreas de necessidade, tal como fez na sua primeira passagem, quando pressionou pelas aquisições de Luka Modric, Sami Khedira e Mesut Ozil. Ele também quer a sua própria equipa à sua volta em funções chave, embora o clube esteja alegadamente interessado em manter o seu departamento médico e físico existente.

Enquanto Mourinho se prepara para o seu segundo ato no Real Madrid, o palco está montado para um drama de alto risco, unindo duas figuras conhecidas pela sua vontade intransigente e um desejo partilhado de dominar, independentemente das batalhas internas ou externas que possam surgir.

Fontes: www.bbc.com, www.bbc.co.uk

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