«Quero matá-lo»: o confronto com Didier Drogba veio à tona
As histórias que têm vindo a surgir dos anos mais bem-sucedidos do Chelsea sob o comando de José Mourinho continuam a evidenciar o quão exigente podia ser a vida em Cobham, com antigos jogadores a descreverem um ambiente de treino que frequentemente espelhava a intensidade dos jogos oficiais.
Enquanto o clube conquistava títulos de grande importância, incluindo várias edições da Premier League e a Liga dos Campeões de 2012, aqueles que integravam o plantel afirmam que os padrões eram impulsionados tanto pela competição interna como pela vertente tática.
Uma equipa moldada pela intensidade e pela tensão
Didier Drogba foi uma peça central nesse sucesso, não só pelas suas exibições em jogos decisivos, mas também pela mentalidade que ajudou a incutir nos bastidores.
Numa entrevista anterior, o antigo médio Steve Sidwell descreveu um balneário repleto de personalidades fortes, onde os duelos intensos nos treinos eram a regra e não a exceção.
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“Havia líderes por todo o lado”, recordou Sidwell, acrescentando que, nas sessões, os jogadores “entravam com tudo” uns sobre os outros enquanto disputavam um lugar na equipa.
Um momento de tensão com Drogba
Um dos episódios mais acesos ocorreu durante a temporada 2007–08 e envolveu o defesa Tal Ben Haim.
Sidwell contou que uma entrada mais dura de Ben Haim provocou uma reação imediata de Drogba, que gritou: “Quero matá-lo.”
Segundo Sidwell, Mourinho desvalorizou a situação com humor, respondendo: “Preciso dele no sábado, podes matá-lo na próxima semana.” Sugeriu ainda que o treinador incentivava esse nível de intensidade dentro do grupo, considerando-o parte essencial da manutenção de elevados padrões.
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A breve passagem de Ben Haim
A passagem de Ben Haim pelo Chelsea foi curta. O defesa israelita somou poucas aparições no campeonato e teve dificuldades em afirmar-se numa linha defensiva que incluía John Terry e Ricardo Carvalho.
A sua situação agravou-se após ter criticado publicamente o então treinador Avram Grant devido à falta de tempo de jogo. Foi posteriormente multado e acabou por se transferir para o Manchester City no final da época.
Outro confronto no treino
O relato de Sidwell não é caso único de tensões que extravasaram.
No podcast Dressing Room, o antigo lateral-esquerdo Wayne Bridge descreveu outros confrontos envolvendo Ben Haim e o avançado Andriy Shevchenko.
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Bridge afirmou que a abordagem agressiva do defesa gerou fricções constantes até que Shevchenko acabou por reagir.
“Incrível. Foi algo como jab, direto, gancho, direto. Bang, bang, bang, bang! Acabou”, disse Bridge, ao descrever a breve altercação.
Apesar do incidente, Bridge sugeriu que este tipo de episódios era rapidamente resolvido, refletindo uma cultura em que o confronto fazia parte da competitividade, e não algo que deixasse marcas duradouras.
O reflexo de outra era
No conjunto, estes relatos oferecem uma visão de um Chelsea onde a competição interna era implacável e, por vezes, explosiva.
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Embora os ambientes de treino modernos sejam geralmente mais controlados, aqueles anos em Cobham parecem ter sido marcados pela crença de que a intensidade mesmo quando ultrapassava certos limites ajudava a formar uma equipa vencedora.
Fontes: podcast Dressing Room, entrevistas com Steve Sidwell, relatos históricos da imprensa.
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