Red Bull rejeita especulações sobre a legalidade da unidade de potência de 2026
À medida que a Fórmula 1 se aproxima de uma grande reestruturação regulatória, a Red Bull Racing respondeu às especulações que colocam em dúvida a legalidade do seu projeto de motor para 2026.
A nova temporada começa em Melbourne, no dia 5 de março, e marca o início de uma era radicalmente diferente para o esporte, com regras técnicas reformuladas que redefinem tanto o design do chassi quanto da unidade de potência. Embora as equipes ainda estejam a meses de distância das competições em pista, já surgiram debates iniciais sobre quem poderá levar vantagem dentro do novo regulamento.
Olhares voltados para as novas regras de motor
Grande parte da discussão tem se concentrado nas novas regras para os motores de combustão interna, que passarão a ter uma taxa de compressão máxima reduzida de 18:1 para 16:1. A alteração foi introduzida pela FIA com o objetivo de simplificar o desenvolvimento dos motores e reduzir as barreiras de entrada para novos fabricantes no esporte.
Nas últimas semanas, reportagens da indústria indicaram que Mercedes e Red Bull estariam bem posicionadas para esse novo ciclo, o que levou concorrentes a examinar se as regras deixam margem para interpretações. Alguns questionaram se determinados projetos podem cumprir a taxa de compressão durante verificações estáticas obrigatórias, mas operar de forma diferente quando os motores atingem temperaturas elevadas.
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Essas preocupações foram levantadas informalmente no paddock, alimentando ainda mais as especulações antes do início da temporada.
Projeto Red Bull–Ford ganha destaque
A Red Bull apresentou seu carro de 2026 nas primeiras horas da sexta-feira, juntamente com a equipe irmã Racing Bulls, durante um evento de lançamento que também destacou sua nova parceria com a Ford. A colaboração representa um marco importante: a Red Bull Powertrains passará a fabricar seus próprios motores pela primeira vez na história da equipe, após quatro anos de desenvolvimento.
Relatórios iniciais sobre o projeto apontaram que a taxa de compressão adotada pela Red Bull poderia representar uma vantagem competitiva — alegação que intensificou o debate em torno do cumprimento das regras.
Hodgkinson responde aos rumores
Durante o lançamento, o diretor da Red Bull Powertrains, Ben Hodgkinson, rejeitou as sugestões de que a equipe estaria agindo fora do regulamento.
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“Acho que há uma certa apreensão entre alguns fabricantes de unidades de potência, acreditando que possa haver alguma engenharia criativa por parte de algumas equipes”, disse Hodgkinson. “Sinceramente, não sei até que ponto vale a pena dar ouvidos a isso.”
Ele acrescentou que levar os projetos ao limite do que é permitido pelas regras é uma prática comum no grid. “Eu sei exatamente o que estamos fazendo e estou confiante de que é tudo legal. Claro que levamos tudo até o limite do que as regras permitem.”
Hodgkinson minimizou a polêmica, chamando-a de “muito barulho por nada”, e previu uma convergência entre os fabricantes assim que os motores forem avaliados conforme as novas normas.
“Espero que todos fiquem em 16”, disse ele. “Na verdade, cada fabricante deveria mirar 15,999 — até onde ousar — quando for medido.”
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O que vem pela frente
A Red Bull entra nessa nova era como uma das equipes mais observadas, embora o verdadeiro cenário competitivo só fique claro quando os carros estiverem na pista. Por ora, a equipe afirma estar focada na execução, e não em especulações, enquanto cresce o escrutínio por parte de rivais e reguladores à medida que se aproxima o próximo capítulo da Fórmula 1.
Fontes: declarações da equipe durante o lançamento, reportagens regulatórias da Fórmula 1
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