Regras da FIFA revelam impacto financeiro caso o Irão boicote a Copa do Mundo de 2026
O Irã poderá perder mais de 10 milhões de dólares em pagamentos garantidos caso se retire ou seja excluído da Copa do Mundo da FIFA de 2026, segundo informações da Associated Press e o regulamento da FIFA.
O possível impacto financeiro surge em meio a uma rápida escalada militar no Oriente Médio, que levanta dúvidas sobre se o Irã conseguirá participar do torneio, programado para ser sediado pelos Estados Unidos, Canadá e México.
Consequências financeiras podem ultrapassar 10 milhões de dólares
De acordo com a estrutura de premiação da FIFA, as equipes eliminadas na fase de grupos recebem 9 milhões de dólares. Um adicional de 1,5 milhão de dólares é destinado a cobrir os custos de preparação para o torneio.
Segundo a Associated Press, o Irã perderia pelo menos 10,5 milhões de dólares em pagamentos garantidos caso não participe da competição.
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Outras penalidades também podem ser aplicadas. O regulamento da FIFA prevê uma multa de 321 mil dólares caso uma equipe se retire dentro dos 30 dias que antecedem o torneio, valor que sobe para 642 mil dólares se a decisão for tomada com maior antecedência.
Além do impacto financeiro, uma retirada obrigaria a FIFA a intervir e selecionar um substituto.
A FIFA detém a autoridade final
O regulamento da FIFA estabelece que, se uma equipe classificada se retirar ou for excluída, será substituída pelo “vice-colocado direto do respectivo playoff de qualificação ou pela equipe não classificada melhor posicionada daquela confederação”.
Os estatutos da entidade máxima do futebol também deixam claro que a FIFA “decidirá sobre o assunto a seu exclusivo critério e tomará quaisquer medidas que considerar necessárias”.
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Na prática, isso poderia abrir caminho para os Emirados Árabes Unidos ou o Iraque assumirem a vaga. O Iraque derrotou os Emirados Árabes Unidos para avançar aos playoffs intercontinentais, programados para 31 de março, no México — o que pode complicar o cronograma de qualquer decisão.
O Irã, treinado por Amir Ghalenoei, foi sorteado no Grupo G ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia.
Conflito gera incerteza
A incerteza em torno da participação do Irã ocorre após uma forte escalada das hostilidades envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
A Associated Press informou que uma operação militar de grande escala foi lançada contra o Irã após o colapso das negociações sobre o programa nuclear de Teerã. A agência também relatou que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto em um ataque aéreo que atingiu seu escritório em Teerã.
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Posteriormente, segundo a AP, o Irã lançou ataques de retaliação contra instalações militares dos Estados Unidos e de Israel na região. Interrupções no espaço aéreo e combates contínuos resultaram em um número significativo de vítimas civis, com mais de 700 mortes registradas.
Embora a FIFA não tenha indicado qualquer mudança imediata na composição do torneio, a situação apresenta desafios tanto políticos quanto logísticos. Com os Estados Unidos atuando como um dos principais países-sede, a participação do Irã pode ter implicações diplomáticas além das esportivas.
Por ora, o Irã segue programado para competir. No entanto, caso o conflito se intensifique ou decisões políticas intervenham, as consequências irão muito além do campo.
Fontes: Associated Press, regulamento da FIFA
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