Alex Scott arrisca ficar até oito semanas afastado dos relvados no Bournemouth. O médio de 23 anos viu a ressonância magnética de segunda-feira sinalizar um problema na coxa, após a vitória da Inglaterra por 7-0 sobre a Croácia, no sábado, na Liga das Nações, devendo ficar afastado seis a oito semanas, e abandonou a convocatória de Inglaterra na segunda-feira, juntamente com o defesa do Arsenal Ezri Konsa.
Restou a Thomas Tuchel apresentar-se perante os jornalistas com a lista de convocados reduzida em oito nomes e com os maiores clubes da Premier League a questionar a forma como tinha gerido os seus jogadores.
O selecionador inglês não estava em registo de concessões. Questionado sobre se tinha a consciência tranquila, Tuchel respondeu «Sim, a 100 por cento», acrescentando que «não assumimos qualquer risco do nosso lado, nem tínhamos noção de que havia qualquer risco».
Cedeu apenas num ponto.
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«Compreendo a 100 por cento que o Bournemouth esteja descontente e triste, porque perde um jogador fundamental», afirmou Tuchel, antes de passar a uma defesa mais ampla.
«Só posso garantir a toda a gente que cuidamos deles da melhor maneira possível, e que o bem-estar e a saúde do jogador são a prioridade número um.»
O que aconteceu a Alex Scott
A saída de Scott é o ponto crítico. O médio do Bournemouth fez a sua primeira titularidade pela seleção principal frente à Croácia, no sábado, jogando 70 minutos ao lado de Elliot Anderson no meio-campo central, na goleada por 7-0.
Na segunda-feira, os exames trouxeram o veredicto: uma lesão no quadricípete que o deverá manter de fora cerca de seis a oito semanas, deixando-o de fora dos jogos do Bournemouth frente a Chelsea, Sunderland, Manchester United, Leeds e Ipswich, bem como dos encontros da Liga Europa com Sturm Graz, AC Milan e Sparta Praga.
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O próprio Scott não tinha pedido para sair. Tuchel disse que o médio sentiu «ligeiro desconforto» durante o jogo, mas não quis ser substituído e não sentiu qualquer lesão depois, nem no dia seguinte, quando foi submetido ao exame.
«Houve apenas sinais verdes, da parte dele e da parte dos médicos», disse o selecionador inglês.
Konsa e outros sete fora
Konsa foi a segunda baixa de peso na segunda-feira. O defesa do Arsenal tinha chegado ao estágio da equipa nacional duas semanas antes já a gerir desconforto, e acabou por sofrer uma nova pancada na coxa.
«Levou outra pancada na coxa, que provocou um ligeiro traumatismo», afirmou Tuchel.
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Eram os nomes de destaque de uma lista mais longa. O lateral-esquerdo do Manchester City Nico O’Reilly já tinha deixado o estágio da equipa nacional lesionado, enquanto Tino Livramento, Kobbie Mainoo, Cole Palmer, Marcus Rashford e Declan Rice tinham abandonado a convocatória após a última jornada da Premier League, elevando para oito o total de baixas durante esta pausa internacional.
«Os nossos jogadores durante duas semanas e meia»
Por detrás da leitura médica estava o já conhecido braço de ferro entre clubes e seleções, e Tuchel pouco se esforçou por disfarçá-lo.
«Penso que durante duas semanas e meia os jogadores são nossos», afirmou, apontando para um «novo estilo de treino, novos horários de treino talvez, relvados diferentes, muitas viagens» como fatores que os clubes nem sempre têm em conta quando um jogador regressa lesionado.
O Bournemouth terá ficado descontente com o prognóstico de oito semanas, com a primeira campanha europeia do clube a arrancar este mês. Konsa regressa também a um Arsenal que persegue o título depois de o Liverpool ter sido campeão na época passada.
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A resposta de Tuchel é, no fundo, a de um cronometrista. O calendário internacional entrega os jogadores a Inglaterra, segundo ele, durante pouco mais de duas semanas, e tratar qualquer lesão dentro dessa janela como prova de má gestão é uma leitura que recusa aceitar.
A Inglaterra defronta a República Checa na terça-feira, em Wembley, no último jogo desta pausa da Liga das Nações. Scott verá o encontro a partir da costa sul; Konsa, do norte de Londres.
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