O jogador de 34 anos era esperado no clube da 2. Bundesliga na passada sexta-feira, para o encontro com o conjunto francês.
Nem sequer chegou a viajar. O diretor-geral Dieter Hecking confirmou entretanto que o internacional dinamarquês vai antes cumprir um programa de recuperação individual no seu país, mais de sete semanas depois de ter caído no relvado durante um particular frente à Ucrânia.
«O plano era que se juntasse ao plantel para o particular com o Lyon e que depois viajasse para o estágio. Infelizmente, não foi possível», afirmou Hecking aos jornalistas.
«Vai iniciar em breve um programa de recuperação individual na Dinamarca, e isso deverá levar algum tempo.»
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O Wolfsburg confirmou a decisão num comunicado divulgado no início do mês, referindo que a opção de fazer a recuperação na Dinamarca foi tomada após conversações com Hecking e com os médicos responsáveis pelo acompanhamento de Eriksen.
O clube adiantou que mantém «contacto regular» com o jogador e com a sua equipa médica.
Hecking recusa forçar um regresso
«Não vamos pressioná-lo. É uma situação muito sensível, que estamos a gerir com enorme responsabilidade», sublinhou o diretor-geral.
A época do Wolfsburg no segundo escalão arranca em casa frente ao Kaiserslautern, a 8 de agosto. Eriksen, capitão da equipa desde meados de março, não vai estar disponível.
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O jornal alemão Kicker avançou na semana passada que o regresso ao futebol profissional está «muito longe» para o dinamarquês, e que é pouco provável que sequer prossiga a carreira.
Cardiologista quer que Eriksen pare
Eriksen caiu ao minuto 64 do particular da Dinamarca frente à Ucrânia, a 7 de junho, levando por breves instantes a mão ao peito antes de desabar.
Foi-lhe colocado um cardioversor-desfibrilhador implantável (CDI) depois da paragem cardíaca sofrida no Euro 2020. Tratou-se do segundo episódio cardíaco em campo em cinco anos.
Poucos dias após o incidente, Henning Molgaard, antigo consultor sénior de cardiologia no Hospital de Skejby, em Aarhus, apelou publicamente à sua retirada.
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«Sabemos que voltará a desmaiar a dado momento. Mas simplesmente não podemos dizer com certeza se o CDI será necessário para reativar o coração dentro de três meses, ou dentro de três, quatro, cinco ou dez anos. Vai, no entanto, voltar a acontecer», disse Molgaard à Flashscore.
O especialista dinamarquês acrescentou que competir ao mais alto nível com um CDI é «altamente invulgar» e citou o antigo internacional norueguês Stale Solbakken como um dos poucos jogadores que continuaram a carreira depois da colocação de um aparelho deste tipo.
Nem o Wolfsburg nem Eriksen se pronunciaram sobre um eventual regresso à competição.
Hecking afirmou não saber quando é que o médio se voltará a juntar ao plantel. O calendário de pré-época será agora concluído sem ele.
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