Uma equipa russa a desfilar nos Jogos Olímpicos de Los Angeles sob a sua própria bandeira é um cenário do qual o COI se aproximou sem o ter aprovado.
A 7 de julho de 2026, o comité executivo levantou provisoriamente a suspensão do Comité Olímpico Russo e eliminou o sistema de verificação de três anos que tinha restringido os atletas russos a competir como «neutros». A suspensão estava em vigor desde 12 de outubro de 2023, aplicada depois de o COR ter integrado conselhos desportivos regionais de zonas da Ucrânia ocupadas pela Rússia.
A bandeira e o hino foram especificamente deixados de fora. O COI afirmou que tomaria uma decisão sobre a exibição da bandeira, do hino e das cores russas «no momento oportuno».
A presidente do COI, Kirsty Coventry, apresentou a medida como uma forma de separar os atletas do Kremlin.
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«Deixámos claro que queríamos garantir que todos os atletas tenham a possibilidade de competir nos Jogos Olímpicos e não sejam responsabilizados pelas ações do seu governo», disse, segundo o France 24.
Os atletas russos que regressem continuam a ter de passar por controlos antidopagem, e os responsáveis do governo e do Estado russos permanecem impedidos de participar em provas olímpicas. A Rússia também não é elegível para organizar eventos.
Ucrânia considera a decisão prematura e infundada
O Comité Olímpico da Ucrânia rejeitou a decisão num comunicado divulgado pelo France 24.
«Consideramos esta decisão prematura, infundada e adotada sem ter em conta as circunstâncias objetivas que permanecem inalteradas: a Federação Russa continua a sua agressão armada em larga escala contra a Ucrânia.»
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A ministra da Cultura do Reino Unido, Lisa Nandy, afirmou estar «totalmente indignada» com a decisão do COI, segundo a Sky Sports.
O ministro russo do Desporto, Mikhail Degtyarev, saudou a decisão em termos diretos, dizendo à Sky Sports que o regresso do seu país à família olímpica era «uma luz verde para as federações internacionais» seguirem o exemplo do COI.
Atletismo continua de fora
A luz verde política do COI não chega a todas as modalidades. A World Athletics mantém em vigor a proibição aos atletas russos e bielorrussos desde março de 2022, aplicada pouco depois da invasão russa da Ucrânia. O presidente, Sebastian Coe, tem recusado repetidamente abrir uma via condicional de regresso.
A Federação Russa de Atletismo levou o diferendo ao Tribunal Arbitral do Desporto, onde o seu recurso contra a suspensão aplicada pela World Athletics se encontra pendente.
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