Na noite de quarta-feira, no Etihad, Vitinha parou no túnel para falar à TNT Sports Brasil, poucos minutos depois de ter marcado em jeito o terceiro golo do PSG na vitória por 4-2 sobre o Manchester City. Pressionado sobre o impasse entre Ronaldo e Jesus, não se esquivou à pergunta.
«Foi uma janela de jogos caótica. Cheia de emoções. Da minha parte, só espero que tudo se resolva da melhor forma. Que ele regresse e tudo acabe bem. A verdade é que é isso que todos nós queremos. Espero que volte e que tudo se resolva.»
Poucos colegas de seleção falaram publicamente desde que Ronaldo abandonou o estágio da seleção no final do mês passado.
O que desencadeou o abandono
A rutura começou em Oslo, a 27 de setembro. Ronaldo aqueceu durante 30 minutos à espera de entrar na vitória de Portugal por 2-1 sobre a Noruega para a Liga das Nações, mas Jesus nunca o chamou. Três dias depois, após Jesus ter dito em conferência de imprensa que o capitão voltaria a ficar no banco frente à Dinamarca, Ronaldo abandonou o estágio da seleção em Copenhaga.
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Portugal viria a vencer a Dinamarca por 4-2 na noite seguinte, sem ele.
Num comunicado publicado a 6 de outubro, Ronaldo apresentou a sua versão. Afirmou que Jesus lhe tinha prometido em privado não o criticar em público e que depois disse o contrário da tribuna.
«O treinador tinha quebrado a palavra que me deu», afirmou Ronaldo no comunicado.
Pediu desculpa aos colegas por ter abandonado o estágio e ao público português, antes de aceitar que a federação decidiria os próximos passos.
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A suspensão de 20 dias
A Federação Portuguesa de Futebol instaurou um processo disciplinar a 9 de outubro e aplicou a Ronaldo uma suspensão preventiva não automática enquanto decorre a análise do caso. Ao abrigo do Artigo 40.º-A do regulamento disciplinar da federação, o avançado está suspenso por 20 dias, com a medida a terminar a 30 de outubro, a tempo, em princípio, da janela de jogos da seleção em novembro.
A própria investigação pode ainda ter consequências mais pesadas. Qualquer jogador que abandone uma atividade da seleção sem justificação arrisca entre um e seis meses de suspensão, mais uma multa, segundo o regulamento da federação.
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