Wimbledon prepara-se para uma grande mudança no sistema de revisão de vídeo no torneio de 2026, pela primeira vez na história
Wimbledon introduzirá a tecnologia de revisão por vídeo no Campeonato de 2026, marcando mais um passo na transição gradual do torneio para uma arbitragem mais moderna.
O novo sistema permitirá que os jogadores solicitem ao árbitro de cadeira a revisão de determinadas decisões durante uma partida, como verificar se a bola quicou duas vezes. No entanto, as marcações eletrônicas de linha já em vigor permanecerão definitivas e não poderão ser contestadas.
Segundo a BBC Sport, não haverá limite para o número de vezes que um jogador poderá pedir uma revisão. Isso representa uma mudança significativa em relação ao antigo sistema de desafios Hawk-Eye, que limitava os jogadores a um número fixo de apelações malsucedidas por set.
A medida faz parte de um esforço mais amplo do All England Club para se alinhar com outros torneios do Grand Slam, muitos dos quais adotaram um uso mais extensivo da tecnologia na arbitragem. Wimbledon substituiu os tradicionais juízes de linha por um sistema eletrônico em 2025, encerrando uma de suas tradições mais visíveis em quadra.
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Espera-se que a revisão por vídeo seja utilizada nas quadras principais, e não em todas as partidas, enquanto os organizadores continuam a buscar um equilíbrio entre inovação e o caráter histórico do torneio.
A reação à mudança tem sido mista. Alguns a veem como uma evolução natural em um esporte no qual a precisão é cada vez mais priorizada, enquanto outros questionam se, na prática, ela realmente melhorará a tomada de decisões.
Também foram levantadas preocupações sobre possíveis interrupções no ritmo das partidas, especialmente devido à ausência de limites para os pedidos de revisão. Críticos argumentam que interrupções repetidas podem afetar o ritmo e até ser usadas de forma estratégica.
Incidentes passados também influenciaram o debate. Andy Murray apoiou o uso da tecnologia no tênis, mas descreveu um sistema com falhas no US Open de 2023 como uma “farsa”. Mais recentemente, o britânico Jack Draper foi penalizado por obstrução durante um ponto em Indian Wells após contestar uma decisão no meio da troca de bolas um episódio que destacou como intervenções durante o jogo podem gerar confusão.
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A confiança nas decisões automatizadas também foi questionada por jogadores. Após Wimbledon no ano passado, Emma Raducanu afirmou que não tinha plena confiança em todas as marcações eletrônicas de linha.
A reação dos fãs reflete uma incerteza semelhante. Alguns acolheram positivamente essa camada adicional de revisão, enquanto outros permanecem céticos quanto à sua eficácia. Um fã sugeriu a introdução de limites por set, enquanto outro comparou o sistema ao VAR no futebol, argumentando que a tecnologia não elimina a controvérsia.
À medida que Wimbledon se prepara para implementar essas mudanças, o desafio será integrar novas ferramentas sem comprometer o ritmo e as tradições que há muito definem o torneio.
Fontes: BBC Sport, SPORTbible
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