As altas expectativas da Inglaterra para a Copa do Mundo de 2026 sofreram um golpe significativo após um frustrante empate em 0 a 0 contra Gana em sua segunda partida da fase de grupos. O empate, que se seguiu a uma impressionante vitória na estreia sobre a Croácia, serviu como um “brutal choque de realidade” para o elenco de Thomas Tuchel, apesar de sua atual posição no topo do Grupo L e das fortes perspectivas de classificação para a fase eliminatória.
Dificuldades contra a retranca
O confronto no Boston Stadium evidenciou as dificuldades da Inglaterra em superar uma defesa resiliente e profundamente fechada. Gana, sob o comando do técnico Carlos Queiroz, utilizou uma formação disciplinada 4-5-1, empenhada em negar espaços e frustrar as ambições ofensivas da Inglaterra. As estatísticas pintaram um quadro de domínio sem penetração: a Inglaterra teve 78,2% de posse de bola, mas não encontrou “soluções”, como Queiroz observou criticamente, para desarmar a linha defensiva ganesa.
O técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, reconheceu o desafio imposto pelos adversários. “É difícil encontrar um caminho quando alguém joga num 4-5-1, completamente recuado e comprometido com isso, e eles celebraram um 0 a 0 como uma vitória”, disse Tuchel à BBC Sport, acrescentando: “Então, você pôde ver as diferentes abordagens, o que é justo e mérito deles. Não podemos perder a cabeça por causa disso.”
Apesar da vantagem territorial, as chances claras de gol foram escassas para a Inglaterra. O capitão Harry Kane conseguiu apenas dois toques na área de Gana durante todo o primeiro tempo, um testemunho da eficácia do escudo defensivo ganês. Nico O’Reilly chegou mais perto, cabeceando na trave, enquanto Marc Guehi viu um cabeceio em arco ser tirado em cima da linha. Bukayo Saka, fazendo uma aparição como substituto aos 25 minutos do segundo tempo após entrar no lugar de Anthony Gordon, forçou uma defesa tardia do goleiro ganês Benjamin Asare, mas não conseguiu o gol da vitória.
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Pedidos por ajustes táticos
O empate gerou debate sobre a produção criativa e a flexibilidade tática da Inglaterra contra esquemas defensivos. O ex-capitão da Inglaterra, Wayne Rooney, em declaração à BBC Sport, sugeriu que mudanças são necessárias para a próxima partida contra o Panamá. “A Inglaterra tentou, mas há pequenos detalhes ao longo do jogo que Tuchel analisará com a equipe e tentará melhorar”, comentou Rooney. “Quando uma equipe joga com um bloco baixo, você tem que cruzar a bola. É muito difícil defender contra isso. Não acho que cruzamos a bola o suficiente em 90 minutos.”
Gana, por sua vez, sentiu-se prejudicada por uma decisão de pênalti tardia. Prince Kwabena Adu caiu na área após contato com Ezri Konsa, mas o árbitro Said Martinez ignorou os apelos. O técnico de Gana, Carlos Queiroz, expressou sua frustração, comentando sarcasticamente que “o VAR foi tomar um café”.
Apesar do revés, os jogadores da Inglaterra permanecem otimistas. O meio-campista Declan Rice disse à BBC Sport: “Ainda temos uma grande chance de terminar em primeiro no grupo contra o Panamá, então é positividade total.” Ele acrescentou: “Muitas nações de ponta empatam o primeiro jogo, então não há necessidade de ser negativo ou desanimado. Vamos manter a positividade.”
Com a Inglaterra ainda liderando o Grupo L e a classificação para as fases eliminatórias firmemente em sua mira, o foco agora se volta para seu último jogo da fase de grupos contra o Panamá. A sequência estéril da seleção masculina da Inglaterra, que remonta a 1966, continua a pairar, e embora o empate contra Gana não descarrile suas esperanças na Copa do Mundo, ele certamente serve como um sério lembrete dos desafios futuros.
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