O presidente da La Liga, Javier Tebas, lançou um ataque contundente à FIFA, acusando o órgão regulador do futebol mundial de “silêncio cúmplice” em relação à sua controversa decisão de suspender uma proibição da Copa do Mundo para o atacante dos Estados Unidos, Folarin Balogun. Tebas, de 63 anos, expressou sua forte desaprovação no X, destacando o que ele percebe como uma falta de transparência e responsabilidade.
A controvérsia decorre da decisão do comitê disciplinar da FIFA de suspender a proibição de um jogo de Balogun por 12 meses, uma medida que lhe permitiu participar na derrota dos EUA por 4-1 para a Bélgica nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O cartão vermelho original foi emitido pelo árbitro brasileiro Raphael Claus contra a Bósnia-Herzegovina após uma revisão do árbitro assistente de vídeo (VAR).
O papel de Trump na decisão controversa
A decisão de poupar Balogun da suspensão atraiu um escrutínio particular devido ao envolvimento do ex-presidente dos EUA, Donald Trump. Trump teria chamado o árbitro Raphael Claus de “um pouco suspeito” e mais tarde revelou que havia pedido pessoalmente para que a proibição fosse revista. Esta alegada influência política numa questão disciplinar alimentou críticas de vários órgãos do futebol.
A UEFA, órgão regulador do futebol europeu, criticou veementemente a decisão da FIFA, descrevendo-a como “sem precedentes, incompreensível e injustificável”. No entanto, Tebas notou uma falta mais ampla de protestos de outras confederações. “E o pior de tudo é que grande parte do mundo do futebol está ciente disso, mas muitos preferem manter um silêncio cúmplice. Porque ficar calado é mais confortável do que defender a independência, a transparência e a boa governança”, escreveu Tebas no X.
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Um mundo do futebol dividido
Enquanto a UEFA tem sido vocal, a reação fora da Europa tem sido notavelmente silenciosa. A Conmebol, confederação sul-americana de futebol, emitiu um comunicado apoiando seu árbitro, Raphael Claus, mas notavelmente se absteve de criticar a FIFA ou Donald Trump. Este forte contraste nas respostas sublinha o ponto de Tebas sobre um “silêncio cúmplice” dentro da hierarquia do esporte.
Tebas não poupou palavras em sua avaliação mais ampla da governança da FIFA, afirmando que a decisão sobre Balogun era apenas a “ponta do iceberg” em uma série de eventos que corroem a credibilidade da FIFA. Ele já havia acusado a FIFA de operar como um “clube fechado”, tomando decisões sem a devida consulta às ligas nacionais.
“O futebol mundial merece instituições que sejam responsáveis, respeitem as regras e governem com transparência – não através de decisões unilaterais, discricionárias e arbitrárias que corroem a confiança de torcedores, clubes, ligas e jogadores”, concluiu Tebas em sua declaração no X, conforme relatado pela BBC Sport.
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