Kylian Mbappé falou abertamente sobre o doloroso fim da França na Copa do Mundo de 2026, admitindo que ganhar a Chuteira de Ouro não conseguiu compensar o fracasso da equipe em disputar o troféu.
O capitão da França terminou o torneio como seu artilheiro, balançando as redes dez vezes em oito jogos. No entanto, sua conquista individual veio no final de uma campanha que desmoronou durante suas duas últimas partidas.
A França foi eliminada pela eventual campeã Espanha na semifinal antes de sofrer uma notável derrota por 6 a 4 para a Inglaterra na disputa pelo terceiro lugar.
Campanha da França termina fora da final
A França entrou no torneio como uma das principais candidatas e chegou às semifinais após vitórias sobre Suécia, Paraguai e Marrocos.
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Suas esperanças de aparecer em uma terceira final consecutiva de Copa do Mundo foram encerradas pela Espanha, que garantiu uma vitória por 2 a 0 na semifinal antes de derrotar a Argentina na final.
De acordo com a análise oficial da FIFA sobre o torneio da França, os Bleus terminaram em quarto lugar após perderem uma caótica partida pela medalha de bronze contra a Inglaterra.
Foi a primeira vez que Mbappé não conseguiu chegar à final de uma Copa do Mundo. Ele ergueu o troféu com a França em 2018 e terminou como vice-campeão após a derrota nos pênaltis para a Argentina quatro anos depois.
Chuteira de Ouro oferece pouco consolo
Mbappé abordou a decepção em uma longa mensagem nas redes sociais, agradecendo aos torcedores franceses e deixando claro que o prêmio individual não havia amenizado a dor.
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Citado pela beIN Sports em seu relatório sobre a mensagem, Mbappé escreveu:
“Não ganhamos um troféu coletivo. Dói, e vai continuar doendo por um tempo; não vou mentir sobre isso.”
O jogador de 27 anos disse que aceitou a Chuteira de Ouro com orgulho, mas a teria valorizado muito mais se a França também tivesse voltado para casa com a Copa do Mundo.
Ele reconheceu que a equipe poderia ter devendo aos seus torcedores uma conclusão melhor, mas insistiu que os jogadores não poderiam ser acusados de se poupar.
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“Nem sempre escolhemos o final da história; escolhemos o que colocamos nela, e demos tudo de nós”, acrescentou.
Um torneio de recordes
A decepção de Mbappé veio apesar de outro torneio histórico em nível pessoal.
Como a FIFA descreveu em seu anúncio oficial de prêmios, o atacante do Real Madrid marcou dez gols em oito partidas para conquistar a Chuteira de Ouro pela segunda Copa do Mundo consecutiva.
Seus dois gols contra a Inglaterra elevaram seu total geral na Copa do Mundo para 22, colocando-o acima de Lionel Messi como o maior artilheiro da história da competição. Ele também se tornou o primeiro jogador desde Gerd Müller em 1970 a atingir dois dígitos em uma única edição do torneio.
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Mbappé também foi premiado com a Bola de Bronze como o terceiro melhor jogador do torneio, atrás do capitão da Argentina, Messi, e do meio-campista da Espanha, Rodri.
Essas conquistas sublinham a magnitude de sua contribuição individual, mas sua mensagem deixou claro que os recordes não foram a razão pela qual ele viajou para a América do Norte.
Mbappé divide a honra com seus companheiros de equipe
O capitão da França também foi rápido em direcionar o crédito aos jogadores ao seu redor.
Ele disse que o prêmio pertencia a toda a equipe, destacando as corridas, passes e o trabalho coletivo que lhe permitiram marcar com tanta frequência. Mbappé também agradeceu à comissão técnica e aos inúmeros funcionários que apoiaram o elenco nos bastidores.
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A mensagem incluiu uma homenagem pessoal a Didier Deschamps, cujo período de 14 anos como técnico da França terminou após a derrota para a Inglaterra.
Mbappé não revelou os detalhes de sua conversa particular, dizendo apenas que Deschamps já sabia o que ele queria lhe dizer.
A história não acabou
Apesar da decepção, Mbappé encerrou sua mensagem olhando para além do torneio.
Ele refletiu sobre o privilégio de capitanear a França em sua terceira Copa do Mundo e agradeceu aos torcedores que acompanharam a equipe de casa e dentro dos estádios por toda a América do Norte.
“Esta Copa do Mundo acabou, mas a história continua”, escreveu ele, deixando claro que não tem intenção de se afastar da seleção nacional.
A França pode ter voltado sem uma medalha, mas os dez gols de Mbappé garantiram que seu nome permanecesse no centro do torneio. Para o próprio capitão, no entanto, a Chuteira de Ouro permanecerá como um lembrete tanto de uma conquista pessoal histórica quanto do prêmio coletivo que escapou.



