Michael Carrick considera que os seus jogadores foram roubados. O golo de Erling Haaland à hora de jogo pôs fim a um dérbi de Manchester que se tinha inclinado para o lado do Manchester United a partir do momento em que Phil Foden foi expulso, e sobreviveu a uma longa verificação do VAR que o treinador principal do United não conseguiu aceitar.
O resultado final em Old Trafford, no domingo, foi de 1-0 para o Manchester City. O 199.º encontro entre os dois clubes terminou com os visitantes reduzidos a dez homens desde os 23 minutos e, ainda assim, a saírem de campo com os três pontos.
O cruzamento desviado de Josko Gvardiol foi o estopim. Haaland chegou ao segundo poste para empurrar a bola para dentro, mas Enzo Fernandez tinha-se atirado à bola uma fração de segundo antes a partir de uma posição de fora de jogo. O árbitro Michael Oliver validou o golo após uma longa análise, em que os oficiais entenderam que o argentino não tinha interferido com o lance.
Carrick: «Simplesmente não entendo»
A entrevista de Carrick no final do jogo transformou-se num desmonte ponto por ponto dessa decisão.
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«A explicação foi que ele não estava a interferir com o lance. Simplesmente não entendo. Não consigo compreender», afirmou Carrick.
«Se é assim que as regras são interpretadas, que não estás a interferir com o lance quando te atiras à bola, a seis metros da baliza, e quase lhe tocas, o que obriga o Licha a reagir a isso.»
«Para mim, não pode ser mais óbvio.»
Lisandro Martinez, o defesa deixado sem reação pela tentativa de desvio de Fernandez, classificou a decisão como uma «injustiça» na sua própria entrevista pós-jogo.
O cartão vermelho com que o City conviveu
A expulsão de Foden tinha parecido ser a história da tarde antes da intervenção de Haaland. Bruno Fernandes derrubou o avançado do City dentro do meio-campo do United e voltou a atingi-lo uma segunda vez, com Foden já no chão. Foden reagiu com um pontapé, atingindo Fernandes na zona do abdómen, e Oliver mostrou o cartão vermelho direto sem hesitar.
Enzo Maresca não contestou a expulsão, mas contestou o que aconteceu a seguir a Fernandes.
«Revi o lance imediatamente após o cartão vermelho, no banco, e é um vermelho claro para o Phil, porque é uma reação», disse o treinador principal do City.
«Portanto, para mim, sim, é vermelho para o Phil, mas também é vermelho para o Bruno.»
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Fernandes permaneceu em campo. O City reorganizou-se. A dupla do meio-campo contratada por quase 250 milhões de libras, formada por Elliot Anderson e Enzo Fernandez, assumiu o controlo do meio-campo, e o nono golo de Haaland no confronto acabou por desbloquear o jogo.
Maresca: «Que caos»
Maresca descreveu a reviravolta sem rodeios à NBC Sports.
«Que caos. Com o cartão vermelho, o nosso plano mudou um pouco, mas mérito para os jogadores.»
O City lidera a Premier League e iguala o arranque invicto de época do Arsenal. Foi o primeiro dérbi de Carrick desde que a sua nomeação foi confirmada em definitivo em maio, após o período interino que se seguiu ao despedimento de Ruben Amorim, em janeiro.
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