José Mourinho diz que o problema não é ele. O problema, disse ao Corriere dello Sport, é o sítio onde está a treinar quando rebenta um escândalo de arbitragem.
«Não penso que o problema esteja em mim pessoalmente. O problema é o azar que enfrento quando chego a um determinado clube», disse o português ao jornal italiano.
Em seguida, apontou diretamente para o caso Negreira.
«Vivi a fase importante do caso Negreira aqui no Real Madrid. Ninguém sabia, mas vivemo-la. Aconteceu.»
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Mourinho está na sua segunda passagem pelo Santiago Bernabéu, tendo regressado ao clube neste verão. A sua primeira passagem, de 2010 a 2013, insere-se no período que o Ministério Público espanhol está a investigar.
O que a investigação abrange
O Barcelona é acusado de ter pago mais de 7,3 milhões de euros entre 2001 e 2018 a empresas detidas por José María Enríquez Negreira, antigo vice-presidente do comité de arbitragem de Espanha. O Barcelona, os antigos presidentes Josep Maria Bartomeu e Sandro Rosell, bem como Negreira e o seu filho, enfrentam acusações de corrupção no desporto, administração fraudulenta e falsificação de documentos comerciais.
O Barcelona sempre defendeu que os pagamentos se destinavam a relatórios técnicos de arbitragem e negou qualquer irregularidade. Prevê-se que a investigação termine até ao final de 2026, com o julgamento apontado para 2027.
O Real Madrid é parte queixosa no processo espanhol e entregou à UEFA 50 000 páginas de documentação do caso a 3 de outubro.
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Turquia acrescentada à queixa
Não restringiu a queixa a Espanha.
«Na Turquia, depois de um grande escândalo turco, este tipo de situação acontecia-me muitas vezes», disse ao jornal, referindo-se à sua passagem pelo Fenerbahçe.
A entrevista abordou também um incidente que envolveu Vinícius Júnior e o árbitro Prestianni, no qual Mourinho disse ter sido «uma vítima da opinião pública».
Clássico a 25 de outubro
O Barcelona recebe o Real Madrid no Spotify Camp Nou no domingo, 25 de outubro, e a equipa de Mourinho chega após uma derrota por 2-1 no dérbi frente ao Atlético de Madrid a 20 de setembro, que a deixou a seis pontos da liderança.
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O Barcelona não respondeu aos comentários.
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