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Primeiro 26 mulheres, depois mais 35: por dentro da burla amorosa do falso jogador dos 49ers que rendeu 1,3 milhões de dólares

Daejon Love, de 35 anos, declarou-se inocente na quarta-feira num tribunal federal de Portland de ter dirigido um esquema de burla amorosa e fraude de investimento com anos de duração,…

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Daejon Labrayae Love entrou numa sala de tribunal federal em Portland na terça-feira e declarou-se inocente. O número de alegadas vítimas por trás dele aumentou consideravelmente desde o dia da sua detenção.

Love, de 35 anos, e a sua coarguida Taylor Jamie Chan, de 18 anos, são acusados pela Procuradoria dos EUA para o Distrito do Oregon de terem gerido uma fraude através de aplicações de encontros durante mais de quatro anos, retirando aproximadamente 1,3 milhões de dólares a pelo menos 26 mulheres. Ambos enfrentam acusações de conspiração para cometer fraude eletrónica e de fraude eletrónica, estando o julgamento com júri agendado para 15 de dezembro de 2026.

A alegada mecânica parece saída da imprensa cor-de-rosa. Love fazia-se passar por wide receiver dos San Francisco 49ers, alternando entre pseudónimos como Jon Love, Avril Lyto Love e, o mais evidente de todos, Jordan Love. No Instagram, recordou uma das mulheres, a sua conta parecia mesmo a de um atleta profissional, com cerca de 85 000 seguidores e o visto azul de verificação. Os investigadores dizem que conhecia mulheres em várias aplicações de encontros, incluindo Hinge e Bumble, e convencia-as de que era um atleta profissional rico à procura de uma relação séria.

De 26 vítimas para 61

Os procuradores dizem que o esquema decorreu de fevereiro de 2022 até ao dia em que Love e Chan foram detidos no aeroporto de Boise, em 24 de agosto de 2026. A acusação criminal identificou 26 vítimas no Oregon, Washington, Califórnia e Idaho.

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No espaço de um mês, mais 35 mulheres tinham contactado o FBI. Em 18 de setembro de 2026, a agência indicou que estava a trabalhar para verificar um novo total de 61 alegadas vítimas.

«Ficámos surpreendidos com a quantidade de pessoas que foram vítimas num período de tempo tão curto e, depois, com o facto de aparecerem tantas mais», disse aos jornalistas o agente especial do FBI Doug Olson.

«É um volume elevado para apenas dois arguidos.»

Os adereços, a consultora, as chamadas FaceTime

Os documentos do tribunal descrevem um esquema com um elenco de apoio próprio. Love fotografava-se com equipamento dos 49ers, posava com capacetes de futebol americano e carros de luxo e usava as imagens para dar credibilidade aos seus perfis. Chan terá desempenhado o papel de consultora financeira dele, propondo às vítimas investimentos fraudulentos de elevado rendimento, incluindo uma «conta expedita» que prometia retornos invulgarmente elevados num curto espaço de tempo, segundo a Procuradoria dos EUA.

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Chamadas FaceTime que mostravam saldos bancários e ganhos de investimento fabricados eram usadas para manter as vítimas convencidas, dizem os procuradores. Algumas contraíram empréstimos pessoais para enviar dinheiro. Uma delas, Rachel Anderson, de Oregon City, Oregon, disse à KPTV que só se apercebeu do engano depois de Love ter sido detido.

«Quando vi aquilo, quase caí da cama, não conseguia acreditar», disse.

Sob custódia até dezembro

Um juiz federal ordenou a detenção de Love até ao julgamento. Na acusação mais grave, pode ser condenado a até 20 anos de prisão federal, três anos de liberdade condicional e uma multa de 250 000 dólares, se for considerado culpado.

O julgamento com júri começa em Portland em 15 de dezembro de 2026.

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