O Milan que durante sete épocas se apoiou em Rafael Leão já não se apoia em ninguém em particular. É esta a leitura que Ricardo Kaká faz do plantel que Rúben Amorim montou desde que assumiu o comando no verão, e reflete tanto a venda do internacional português como a chegada de médios encarregados de comandar o jogo.
Falando à La Gazzetta dello Sport, numa entrevista publicada na manhã do Derby della Madonnina e reproduzida pelo Football Italia, Kaká apresentou a mudança como uma alteração de filosofia, e não apenas de nomes. O antigo maestro do Milan destacou Luka Modrić e Adrien Rabiot como a dupla que dita o ritmo, Christian Pulisic como a inteligência criativa e Gonçalo Ramos como o goleador.
«Durante sete anos foi o Milan de Leão, um grande jogador em quem o clube se apoiou muito», disse Kaká ao diário italiano. «Agora é diferente. A equipa é um coletivo com caras novas e dois maestros: Modrić continua a ser o cérebro, depois há Rabiot. E Ramos é um goleador.»
A saída de Leão fechou um capítulo de sete anos
A saída de Leão para o Galatasaray em agosto fechou o capítulo que Kaká descrevia. Os campeões turcos pagaram 38 milhões de euros pelo avançado, com o Milan a reter uma cláusula de 20 por cento sobre uma futura venda. Leão deixou o clube com 291 jogos pelos Rossoneri em todas as competições, como consta no comunicado de despedida do próprio clube.
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Amorim assumiu o comando a 16 de junho, depois de o Milan ter terminado a época anterior fora dos lugares da Liga dos Campeões. O seu arranque foi um dos mais fortes da história recente do clube: sete jogos da Serie A sem derrotas, uma sequência que tornou mais pesada a derrota caseira frente ao Bologna no início deste mês.
Um plantel ainda a encontrar o seu encaixe
Kaká disse também, na entrevista reproduzida pelo Football Italia, que juntar os novos reforços vai levar tempo e que a Liga Europa deve ser tratada como uma competição séria por mérito próprio, e não como um prémio de consolação. Apontou a perda de confiança que custou ao Milan um lugar entre os quatro primeiros na época passada, argumentando que a prioridade agora é regressar à Liga dos Campeões, que descreveu como uma competição de outro patamar.
Sobre o Inter, limitou-se a uma breve nota de respeito, descrevendo-o como consistente, sólido e perigoso em todo o relvado.
Quinto lugar, a sete pontos do Inter
As palavras de Kaká surgem com o Milan em quinto lugar na Serie A com 18 pontos, a sete do Inter, com Rabiot novamente disponível depois da lesão e Fikayo Tomori ainda indisponível. A derrota caseira por 4-2 frente ao Bologna foi a primeira derrota de Amorim na liga como treinador do Milan.
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O apito inicial em San Siro está marcado para as 20h45 locais, com o Milan invicto nos últimos sete confrontos com o Inter em todas as competições: cinco vitórias e dois empates.
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