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O Arsenal enfrenta uma decisão importante, já que o jogador estrela pondera sair no verão

Os resultados do Arsenal dentro de campo posicionaram o clube como uma das equipas mais consistentes da Europa nesta temporada, mas começam a surgir dúvidas quanto à estabilidade do plantel para além da presente época.

Uma dessas questões diz respeito ao capitão da equipa, Martin Ødegaard, cujo futuro a longo prazo em Londres está a ser cada vez mais alvo de especulação.

Segundo o meio espanhol Fichajes, o internacional norueguês está a ponderar uma possível saída do Arsenal no verão, em busca de um novo desafio. O relatório caracteriza a situação como exploratória e não avançada, mas destaca que já começa a formar-se o interesse de grandes clubes europeus.

Essa incerteza surge apesar do progresso do Arsenal em todas as competições. A equipa orientada por Mikel Arteta lidera isoladamente a Premier League, garantiu o apuramento para os oitavos de final da Liga dos Campeões com um percurso perfeito na fase de grupos e continua em prova nas duas taças nacionais.

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Uma peça-chave na reconstrução de Arteta

Ødegaard tem sido fundamental na ascensão do Arsenal nas últimas três temporadas. Chegou por empréstimo do Real Madrid em janeiro de 2021, assinou em definitivo pouco depois e rapidamente se tornou num elemento central do sistema tático de Arteta.

O técnico espanhol já o descreveu como “fenomenal” e a sua influência dentro do grupo foi formalizada em 2022, quando foi nomeado capitão após as saídas de Pierre-Emerick Aubameyang e Alexandre Lacazette.

Contudo, segundo Fichajes, o Bayern de Munique e o Inter de Milão estão a acompanhar de perto a situação do médio. Embora o Arsenal pretenda manter o seu capitão, o relatório indica que uma proposta significativa, aliada à abertura do jogador para sair, poderá forçar o clube a iniciar negociações.

Forma sob escrutínio e valor de mercado

Qualquer eventual transferência representaria um custo elevado. O Arsenal terá fixado o valor mínimo de Ødegaard em 80 milhões de libras, o que constituiria a maior venda da história do clube. O contrato do jogador é válido até 2028, o que reforça a posição negocial do clube.

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Ainda assim, o desempenho de Ødegaard esta temporada tem sido alvo de críticas. Uma série de exibições apagadas levou alguns adeptos a questionar se a sua influência na zona ofensiva não terá diminuído em relação a épocas anteriores.

Essas discussões alimentam um debate mais amplo sobre o equilíbrio do meio-campo do Arsenal e o planeamento da sucessão, numa altura em que o clube procura renovar o plantel sem comprometer a sua competitividade.

Evolução planeada, não crise

Apesar de Ødegaard continuar a ser muito valorizado internamente, cresce a perceção de que o Arsenal poderá estar perto de uma transição natural em sectores-chave do plantel. O clube tem sido associado a médios criativos noutros mercados e está a desenvolver jovens talentos com funções futuras em mente.

Neste contexto, uma saída valiosa e consensual, em vez de forçada, poderá ser vista como parte de uma evolução controlada, e não como um contratempo.

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Por agora, o foco do Arsenal continua centrado nos troféus. Mas à medida que a época avança, as decisões tomadas nos bastidores poderão moldar o futuro do clube tanto quanto os resultados dentro das quatro linhas.

Fontes: Fichajes

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