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Sombra da guerra ameaça sonho do Irão no Mundial 2026 após declarações do ministro

A participação do Irão no Campeonato do Mundo da FIFA 2026 tornou-se incerta à medida que as tensões políticas e militares entre Teerão, Washington e aliados regionais começam a afetar também o desporto internacional.

A situação surge após a morte do líder supremo iraniano, o ayatollah Ali Khamenei, em ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel, um acontecimento que abalou a liderança política do país e intensificou o conflito na região, segundo uma reportagem da Al Jazeera.

O ministro iraniano do Desporto, Ahmad Donyamali, afirmou que atualmente não existem condições para que a seleção nacional participe em competições internacionais, segundo declarações transmitidas pela televisão estatal e citadas pela Associated Press.

Os comentários sugerem que o Irão, que já tinha garantido a qualificação para o torneio de 2026, poderá acabar por desistir voluntariamente da competição.

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Ministro diz que participação pode ser impossível

Ahmad Donyamali afirmou que participar no torneio “não é possível” após meses de conflito e elevado número de vítimas, segundo a Associated Press.

O jornal The Guardian também relatou que o ministro declarou posteriormente que competir “em quaisquer circunstâncias” seria impossível devido à situação atual do país.

Estas declarações representam até agora o sinal mais claro de um responsável governamental iraniano de que a seleção nacional poderá não participar no torneio, apesar de o Irão ter garantido a qualificação através da fase de apuramento da Confederação Asiática de Futebol.

Para leitores menos familiarizados com o futebol internacional, o Campeonato do Mundo da FIFA é o maior torneio de futebol do planeta e um dos eventos desportivos mais assistidos do mundo. Realiza-se de quatro em quatro anos e reúne as melhores seleções nacionais.

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A edição de 2026 será organizada conjuntamente pelos Estados Unidos, Canadá e México e contará pela primeira vez com 48 equipas participantes, uma expansão significativa em relação às edições anteriores.

O Irão tem sido historicamente uma das seleções mais fortes da Ásia e participou em vários Mundiais recentes, o que torna uma eventual ausência particularmente relevante tanto no plano desportivo como no político.

Sinais contraditórios entre a FIFA e Washington

Um dia antes das declarações do ministro, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lhe tinha dito que o Irão seria bem-vindo no torneio, segundo uma reportagem da Reuters citada pelo The Straits Times.

No entanto, Trump sugeriu mais tarde que a presença do Irão poderia levantar preocupações de segurança devido às atuais tensões, segundo informações da Associated Press e do The Guardian.

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Esses sinais contraditórios colocam a FIFA numa posição politicamente delicada. Organizações desportivas internacionais tentam normalmente manter os conflitos geopolíticos separados das competições, mas tensões entre países já afetaram grandes eventos desportivos em várias ocasiões.

À medida que o torneio se aproxima, a questão de saber se o Irão participará ou não poderá transformar-se num tema diplomático mais amplo envolvendo a FIFA, os países anfitriões e as autoridades internacionais do futebol.

Fontes, Al Jazeera

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