A advertência de Donald Trump aumenta a incerteza em torno da participação do Irão no Mundial
A participação do Irã na Copa do Mundo de 2026 permanece incerta, já que as tensões geopolíticas levantam dúvidas sobre se a equipe realmente viajará para disputar o torneio.
No entanto, dirigentes do futebol asiático afirmam que não há qualquer indicação formal de que o Irã planeje se retirar.
A AFC diz que o Irã ainda é esperado na competição
Em uma coletiva de imprensa, o secretário-geral da Confederação Asiática de Futebol (AFC), Windsor Paul John, afirmou que a organização não recebeu nenhuma notificação oficial de que o Irã pretende desistir.
“Estamos monitorando se eles vão jogar ou não, mas, no momento, vão”, disse John.
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“Não há nenhuma informação oficial de que não irão jogar.”
John descreveu o Irã como uma “equipe de ponta” do futebol asiático e afirmou que a AFC espera que a situação se estabilize para que o país possa representar a região no torneio.
O Irã se classificou para a Copa do Mundo em março, após terminar em primeiro lugar no Grupo A das eliminatórias asiáticas. A equipe já foi sorteada no Grupo G ao lado de Bélgica, Nova Zelândia e Egito.
Tensões políticas levantam questionamentos
Apesar desse progresso dentro de campo, líderes políticos têm enviado sinais contraditórios sobre se o Irã realmente participará do torneio, que será sediado pelos Estados Unidos, Canadá e México.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou após se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que a seleção iraniana seria “bem-vinda para competir” na competição.
Mas o ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, sugeriu que a situação poderia impedir a presença da equipe, dizendo que “em nenhuma circunstância podemos participar da Copa do Mundo” e acrescentando que “certamente não podemos ter tal presença” durante o conflito em curso envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos.
Trump também levantou preocupações de segurança na semana passada, afirmando que a “vida e a segurança” dos jogadores poderiam estar em risco caso viajassem para o torneio.
O que acontece se o Irã se retirar
Os regulamentos da FIFA estabelecem que, se uma equipe classificada se retirar da Copa do Mundo, a organização pode substituí-la por um participante alternativo. Normalmente trata-se do vice-colocado no respectivo caminho de classificação ou da equipe mais bem classificada que não conseguiu se classificar dentro da mesma confederação.
No processo de classificação da Ásia, os Emirados Árabes Unidos terminaram como a equipe mais bem colocada entre as não classificadas, mas foram derrotados pelo Iraque em um playoff. O Iraque está programado para enfrentar o vencedor do confronto entre Bolívia e Suriname em um playoff intercontinental em Monterrey, no México, no dia 31 de março.
Falando à talkSPORT, o assistente técnico do Iraque, Rene Meulensteen, disse que sua equipe poderia se beneficiar caso o Irã decidisse se retirar.
“Pela AFC, somos a equipe mais bem classificada”, disse Meulensteen. “Então assumiríamos o lugar do Irã.”
Ele acrescentou que também há especulações sobre outras possibilidades caso a FIFA intervenha.
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“Mas também há rumores de que, se a FIFA tomar a decisão final, poderá indicar a equipe mais bem classificada no ranking da FIFA para substituir o Irã, que é a Itália”, disse Meulensteen. “Pode-se imaginar quem eles prefeririam ter na Copa do Mundo.”
A Itália, quatro vezes campeã mundial, não participa de uma Copa do Mundo desde 2018 e ainda tenta se classificar para o torneio de 2026.
Por enquanto, porém, a AFC afirma que o Irã continua a caminho de disputar a competição, a menos que receba confirmação oficial em contrário.
Fontes: FIFA, AFC, talkSPORT, relatório original fornecido pelo usuário.
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