Carlos Alcaraz assegurou na quarta-feira a passagem à terceira ronda do US Open e, de seguida, disse aos jornalistas que tenciona continuar a falhar torneios nas próximas temporadas.
O espanhol recuperou de uma desvantagem de um set para bater o português Jaime Faria por 4-6, 6-0, 6-3, 6-2 no Arthur Ashe Stadium, na sua segunda vitória desde o regresso da lesão no pulso direito que o afastou do circuito desde abril.
Questionado sobre a paragem, admitiu que a duração da pausa forçada não foi a forma como queria descansar.
«Foi mais tempo do que eu queria, para ser sincero, mas vendo como o calendário é apertado, obviamente não quero ter esta pausa por causa de uma lesão. Mas no futuro vou fazer algumas pausas, algumas pausas longas. Talvez não de quatro meses, mas de um mês, dois meses, falhando alguns torneios, porque é impossível jogá-los todos», disse aos jornalistas em Flushing Meadows.
Um calendário de 40 semanas que Alcaraz diz ser impossível de cumprir
«Penso que estão a acrescentar mais torneios importantes. De certa forma estão a obrigar-nos a jogar. Podemos decidir o nosso calendário, mas há alguns Masters 1000, alguns Grand Slams, e passámos a jogar 40 semanas se tivermos de disputar todos os torneios obrigatórios que a ATP nos exige. Por isso é impossível, e estamos a ver muitos jogadores a lesionar-se, muitos jogadores esgotados. Se nada for feito quanto a isso, vamos ver ainda mais casos no futuro», afirmou.
De acordo com o regulamento da ATP para 2026, o compromisso de um jogador do topo do ranking abrange todos os Masters 1000 em que seja aceite, as Nitto ATP Finals caso se apure e quatro torneios ATP 500. Um jogador que se retire com antecedência não é multado nem suspenso, mas perde uma fatia do bónus coletivo do circuito e sofre uma penalização no ranking.
Lesão no pulso, de Barcelona a Flushing Meadows
Os problemas no pulso de Alcaraz começaram em Barcelona, em abril, e obrigaram-no a falhar Roland Garros, Wimbledon e os Masters 1000 do Canadá e de Cincinnati.
Assumiu que as primeiras semanas de paragem foram as mais difíceis.
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«O primeiro mês foi um bocado difícil para mim, porque não conseguia fazer nada com o braço direito. Foi duro», disse na entrevista de antevisão do torneio.
A vitória na primeira ronda sobre Roman Safiullin, em três sets, marcou o seu primeiro encontro de singulares em mais de quatro meses.
Sinner ausente com lesão no joelho
O regresso do espanhol foi facilitado pela ausência do seu principal rival. O número 1 mundial, Jannik Sinner, desistiu do US Open a 21 de agosto devido a uma lesão no joelho direito que o mantém afastado dos courts desde a defesa do título em Wimbledon, em julho.
Sinner venceu Alexander Zverev por 6-7(7), 7-6(2), 6-3, 6-4 na final de Wimbledon, conquistando o seu quinto troféu do Grand Slam. Alcaraz soma seis majors, depois de ter batido Sinner na final do US Open do ano passado.
Com Sinner de fora, Zverev subiu a cabeça de série número 1 e Alcaraz passou para o número 2. Alcaraz defronta a seguir o chinês Wu Yibing na terceira ronda.
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