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As preocupações com a segurança de Alonso aumentam após o GP da China enquanto problemas da Aston Martin ficam evidentes

Segundo a GiveMeSport, o início complicado da Aston Martin na temporada 2026 da Fórmula 1 continuou em Xangai, onde tanto Fernando Alonso quanto Lance Stroll abandonaram o Grande Prêmio da China, após mais um fim de semana decepcionante para a equipe. As esperanças de melhora depois de uma abertura fraca na Austrália não se concretizaram, já que nenhum dos dois pilotos conseguiu se aproximar da zona de pontos, nem na corrida sprint nem na prova principal.

Problemas na corrida aumentam a pressão sobre a Aston Martin

A Aston Martin chegou ao fim de semana na China sob pressão após o desempenho em Melbourne, e essas preocupações só aumentaram com o passar dos dias. Ambos os pilotos terminaram a sprint no fundo do pelotão, evidenciando a falta de ritmo, e a situação piorou ainda mais no Grande Prêmio de domingo.

Lance Stroll abandonou cedo devido ao que a equipe descreveu como um problema de bateria, enquanto Fernando Alonso conseguiu permanecer por mais tempo antes de abandonar a 21 voltas do fim. No entanto, sua saída não foi apenas estratégica, mas motivada por um forte desconforto físico causado pelo carro.

Imagens onboard levantam dúvidas sobre segurança

Segundo a GiveMeSport, um vídeo amplamente compartilhado na rede X mostrou Alonso retirando brevemente as mãos do volante em uma reta enquanto lidava com intensas vibrações. O clipe rapidamente se espalhou entre fãs e analistas, levantando dúvidas sobre se o carro deveria ter permanecido na pista nessas condições.

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O episódio gerou um debate mais amplo sobre os padrões de segurança na Fórmula 1, especialmente sobre como problemas mecânicos extremos podem afetar diretamente o controle do carro e o bem-estar físico do piloto durante uma corrida.

Alonso descreve o impacto físico das vibrações

Após a corrida, Alonso detalhou a gravidade do problema, conforme relatado pela Crash.net. Ele explicou que as vibrações se tornaram cada vez mais difíceis de controlar e tiveram um impacto físico claro ao longo das voltas.

“Provavelmente eu não teria conseguido terminar a corrida de qualquer forma. O nível de vibração estava muito alto hoje. Da volta 20 à 35, eu estava com dificuldade para sentir minhas mãos e meus pés.”

Ele também destacou que a posição da equipe na corrida influenciou a decisão de abandonar.

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“Estávamos uma volta atrás, éramos os últimos, e provavelmente não havia motivo para continuar.”

Limitações técnicas e pouco tempo para análise

Alonso acrescentou que a equipe tentou reduzir o problema diminuindo a rotação do motor, mas essa solução não era viável em condições de corrida, onde as exigências de desempenho variam constantemente.

“Hoje foi pior do que em qualquer outra sessão do fim de semana, por qualquer motivo”, disse ele, destacando a natureza imprevisível do problema.

Ele também explicou que o curto intervalo entre as corridas limitou a capacidade da equipe de investigar completamente a origem do problema. Com mais tempo antes da próxima etapa no Japão, espera-se uma análise mais detalhada em colaboração com a Honda.

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“Agora temos duas semanas até o Japão. Precisamos passar mais tempo no dinamômetro, precisamos dar mais tempo à Honda para entender as vibrações e de onde elas vêm.”

Pressão aumenta antes do GP do Japão

Após duas corridas consecutivas com abandonos de ambos os pilotos, a pressão sobre a Aston Martin continua crescendo para resolver seus problemas de confiabilidade e desempenho. Além da competitividade, a situação agora também envolve uma questão de segurança, já que a intensidade das vibrações levanta dúvidas sobre o controle do carro e o desgaste físico a longo prazo dos pilotos.

A próxima corrida no Japão será um momento crucial para a equipe, não apenas para melhorar os resultados, mas também para demonstrar que os problemas técnicos subjacentes estão sendo tratados de forma eficaz.

Fontes: GiveMeSport, Crash.net

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