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Chefe russo de MMA: lutadores estrangeiros temem viajar para a Rússia

Segundo a agência de notícias russa TASS, Dmitry Konkov, presidente da Modern Pankration Federation, afirmou em Vladivostok que tanto lutadores russos quanto estrangeiros estão sentindo os efeitos das tensões geopolíticas em torno da Rússia.

Ele disse à TASS que atletas estrangeiros de MMA estão enfrentando cada vez mais obstáculos semelhantes aos que lutadores russos já encontram no esporte internacional.

Medo de viajar para a Rússia

De acordo com a TASS, Dmitry Konkov afirmou que conversas com lutadores americanos o levaram a acreditar que autoridades oficiais estão desaconselhando viagens para a Rússia.

Ele foi citado pela TASS dizendo: "[Os atletas estrangeiros] enfrentam [restrições] 100%, porque quando falo com lutadores americanos, eles dizem que o consulado nos aconselha a não ir."

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Konkov também disse à TASS: "Além disso, a propaganda é tão forte que eles realmente acreditam que bombas estão explodindo por toda a Rússia e que é perigoso para a vida vir para cá."

Conversa com uma organização sul-coreana

Como exemplo, Konkov mencionou, segundo a TASS, uma conversa com o líder de uma grande organização de artes marciais da Coreia do Sul.

Ele disse que o dirigente lhe afirmou: "Minha vida é muito valiosa para a Coreia, e eu não posso arriscar decapitar uma grande organização e ir a um lugar onde bombas estão explodindo."

Cooperação com a China e o Oriente Médio

Apesar desses desafios, Konkov afirmou, segundo a TASS, que continua mantendo relações próximas com organizações e comunidades esportivas que permanecem abertas à cooperação com a Rússia.

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Ele destacou especialmente a China e vários países do Oriente Médio como parceiros onde as relações continuam estáveis.

A política influencia cada vez mais o esporte

As declarações de Konkov refletem uma tendência mais ampla na qual as tensões internacionais influenciam cada vez mais a cooperação esportiva, as viagens e a participação em competições.

Segundo a TASS, o caso mostra como percepções de segurança e relações políticas podem influenciar diretamente quais atletas estão dispostos a viajar, competir e construir parcerias internacionais.

Fontes: TASS

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