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De Jong: «É um escândalo» após golo anulado

A derrota do Barcelona por 4-0 frente ao Atlético de Madrid, no dia 12 de fevereiro, já foi suficientemente dolorosa. No entanto, o que permaneceu depois não foi apenas o resultado, mas também uma decisão de arbitragem que levou Frenkie de Jong a questionar abertamente o uso da tecnologia no futebol espanhol.

Em declarações à SportyTV, posteriormente divulgadas pelo jornal espanhol AS, o médio do Barcelona contestou a decisão do VAR que anulou o que teria sido o único golo da sua equipa na partida.

«Vi uma imagem em que se vê claramente que ele não está em fora de jogo», afirmou De Jong.

«A imagem que mostraram na televisão não exibia o momento exato em que Fermín toca na bola. Há uma imagem de Fermín a rematar enquanto o defesa está a um metro de Lewandowski.

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Então, não acham isso muito estranho? Não posso fazer nada quanto a isso, porque… E penso que, se a imagem que vi não for inteligência artificial… É um escândalo, porque é muito claro.»

A decisão surgiu após uma longa revisão do Árbitro Assistente de Vídeo (VAR), depois de Pau Cubarsí ter marcado na segunda parte. Os jogadores ficaram à espera perto do meio-campo, enquanto ambos os guarda-redes se mantinham em movimento junto à linha lateral, sem saber se o jogo seria retomado com 3-1 ou se permaneceria 3-0. Por fim, o golo foi anulado por fora de jogo na construção da jogada.

Não houve uma resposta pública imediata por parte da equipa de arbitragem relativamente às declarações de De Jong.

O início fulminante do Atlético

Quando a polémica ganhou destaque, o Atlético já tinha colocado a eliminatória numa posição dominante.

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A equipa de Diego Simeone marcou aos seis minutos, quando Eric García introduziu a bola na própria baliza sob pressão. O Barcelona mostrou-se intranquilo e, oito minutos depois, Antoine Griezmann — outrora favorito dos adeptos no Camp Nou — colocou a bola fora do alcance do guarda-redes Joan García para ampliar a vantagem.

A intensidade do Atlético sem bola revelou-se decisiva. Recuperações rápidas no meio-campo forçaram perdas de posse repetidas, e o reforço de janeiro Ademola Lookman aproveitou aos 33 minutos, marcando pelo segundo jogo consecutivo desde que chegou a Madrid.

Julián Álvarez fez o quarto golo nos descontos da primeira parte, concluindo uma jogada rápida para pôr fim a uma série de 11 jogos sem marcar. O público no Metropolitano sentia que a eliminatória estava claramente a inclinar-se a favor da sua equipa antes do intervalo.

Uma tarefa difícil na segunda mão

O Barcelona mostrou mais compostura após o intervalo e chegou a acreditar que poderia reentrar na eliminatória quando Cubarsí marcou, mas o VAR voltou a intervir. A frustração aumentou nos minutos finais, quando García foi expulso por uma falta sobre Alex Baena a cinco minutos do fim.

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O resultado deixa a equipa de Hansi Flick a precisar de uma exibição quase perfeita na segunda mão, a 3 de março, no Estadi Olímpic Lluís Companys, onde o Barcelona está a jogar enquanto o Camp Nou passa por obras de renovação.

Antes disso, desloca-se a Girona para um jogo da La Liga a 16 de fevereiro, um encontro que poderá testar tanto os seus ajustes defensivos como a sua capacidade de ultrapassar rapidamente a polémica em torno da arbitragem de quarta-feira.

Por agora, a desvantagem de quatro golos conta a história competitiva. Os comentários de De Jong garantem que a vertente tecnológica continuará a ser debatida.

Fontes: AS, SportyTV

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