Os responsáveis pela Fórmula 1 já estão a analisar alguns elementos do novo regulamento de 2026 depois de terem surgido preocupações durante a corrida de abertura da temporada na Austrália.
Segundo o The Race, a FIA e a direção da Fórmula 1 reconhecem que o atual sistema de recuperação de energia utilizado nas novas unidades de potência pode ainda não estar a funcionar ao nível pretendido. As discussões sobre possíveis ajustes deverão ocorrer após o Grande Prémio da China, quando equipas e reguladores tiverem mais dados de corrida para analisar.
Se forem consideradas necessárias alterações, alguns ajustes poderão ser introduzidos antes do Grande Prémio do Japão, a 29 de março.
O regulamento de 2026 introduziu chassis mais leves e mais pequenos, bem como uma nova geração de unidades de potência híbridas que dependem mais da utilização de energia elétrica. Embora os próprios carros tenham recebido comentários positivos por parte dos pilotos, surgiram preocupações sobre o desempenho dos sistemas de energia durante as corridas.
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O atual campeão do mundo, Max Verstappen, foi um dos que pediram melhorias após a corrida de abertura da temporada.
“Adoro competir e quero que seja melhor do que isto. Por isso, vamos ver o que podemos fazer”, afirmou Verstappen aos meios de comunicação após a corrida.
“Acho que tanto a FIA como a F1 estão dispostas a ouvir, mas espero simplesmente que haja alguma ação.”
Acrescentou: “Só queremos o melhor para o desporto. Não é que estejamos a ser críticos apenas por criticar.”
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O diretor de monolugares da FIA, Nikolas Tombazis, confirmou que as equipas concordaram em recolher mais dados antes de realizar quaisquer ajustes regulamentares imediatos.
“A posição unânime das equipas foi que deveríamos manter as atuais disposições nas primeiras corridas e rever a questão quando tivermos um pouco mais de dados”, disse.
“A nossa intenção é rever a situação da gestão de energia após a China.”
Tombazis acrescentou que o organismo dirigente já tem algumas possíveis soluções em consideração, mas quer evitar reagir demasiado depressa.
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“Temos alguns ases na manga nesse sentido, que não quisemos introduzir antes da primeira corrida como uma reação precipitada e que iremos rever com as equipas depois da China.”
Também sublinhou que quaisquer alterações devem melhorar as corridas, em vez de correr o risco de piorar a situação.
“Acho que a pior coisa que podemos fazer é mudar algo e torná-lo ainda pior”, acrescentou.
O debate intensificou-se após o Grande Prémio da Austrália em Melbourne, onde a Mercedes conseguiu uma dobradinha, com George Russell a vencer a partir da pole position, à frente do seu colega de equipa estreante, Kimi Antonelli.
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Charles Leclerc, da Ferrari, chegou a disputar brevemente a liderança após um excelente arranque, destacando a competitividade inicial da nova geração de carros.
Agora, os responsáveis irão analisar os dados das próximas corridas antes de decidir se serão necessários ajustes ao pacote regulamentar de 2026.
Fontes: The Race, briefings de imprensa da FIA.
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