O veredicto de Max Verstappen sobre a corrida de domingo na Malásia começou pela forma como se vai sentir dentro do carro.
«Há sempre uma degradação muito elevada e está calor de forma geral, por isso é bastante desconfortável fisicamente», disse o piloto de 29 anos aos jornalistas em Sepang, para onde foi deslocada em 2026 a corrida que originalmente era o Grande Prémio do Barém.
O tetracampeão mundial ocupa o sexto lugar no campeonato de pilotos e está fora da luta pelo título. Continua sem vitórias esta temporada e não finge o contrário.
«Quero vencer, é para isso que aqui estou e estou perto, mas quero pelo menos ganhar uma corrida este ano», disse Verstappen.
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Terminou a duas décimas de George Russell na corrida anterior em Baku, a sua melhor hipótese de vitória esta temporada. O companheiro de equipa de Russell na Mercedes, Kimi Antonelli, de 20 anos, lidera a luta pelo título com 302 pontos, mais 66 do que Russell após o Azerbaijão.
Uma seleção intermédia de compostos
O asfalto de Sepang não é renovado desde a última visita da F1 em 2017. A Pirelli descreve Sepang como uma pista que impõe níveis médios de desgaste aos pneus e nomeou o C2 como duro, o C3 como médio e o C4 como macio, uma seleção intermédia pensada para encurtar a diferença entre uma estratégia de uma paragem e outra de duas.
Antonelli, que tinha 11 anos da última vez que a Fórmula 1 correu aqui, espera que o desgaste condicione a tarde.
«Podemos ver duas ou três paragens, porque a degradação dos pneus vai ser grande», disse o líder do campeonato à Sky Sports.
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O atual campeão do mundo Lando Norris, que persegue Antonelli e Russell a partir do quarto lugar da classificação, avisou que as longas retas até curvas apertadas vão criar ultrapassagens e incidentes em igual medida.
«A Malásia vai ser bastante caótica em termos de corrida por causa das retas e da configuração das curvas que lá existem», disse Norris.
Mercedes «a mais rápida»
Verstappen foi direto sobre a posição da Red Bull na hierarquia.
«Infelizmente, não estamos a somar mais pontos do que a Mercedes e eles são, de facto, os mais rápidos, ou pelo menos foram-no durante a maior parte da temporada», disse, segundo relato da AFP via France24.
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A Red Bull superou a Mercedes no traçado citadino de pouca aderência e ângulos de 90 graus em Baku, mas as curvas fluidas de velocidade média e alta de Sepang são uma proposta diferente, mais adequada à Ferrari e à McLaren. O setor final, em particular, costuma castigar os pneus traseiros.
Verstappen deu a entender que o fim de semana vai servir também para recolher dados antes da mudança total de regulamento da Fórmula 1 em 2027.
«Vamos aprender muito agora, nestas próximas corridas, aquilo de que precisamos, aquilo que queremos fazer com o carro para o próximo ano», disse.
O semáforo apaga-se em Sepang às 15h00 locais de domingo, 4 de outubro.
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