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Guerra de Trump empurra F1 para a Malásia e volta a colocar Portimão em alerta

O Grande Prémio do Barém será disputado em Sepang devido ao conflito com o Irão. Qatar e Abu Dhabi continuam marcados, mas uma nova escalada poderá voltar a colocar o…

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A escalada militar entre os Estados Unidos de Donald Trump e o Irão já alterou oficialmente a temporada de Fórmula 1.

O Grande Prémio do Barém será realizado no circuito de Sepang, na Malásia, entre 2 e 4 de outubro.

A prova conservará o nome de Barém, embora seja disputada milhares de quilómetros longe do país que a promove.

Segundo o comunicado oficial da Fórmula 1 e da FIA, a realização ainda depende da conclusão dos contratos e da aprovação do Conselho Mundial do Desporto Automóvel.

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O acordo permite preservar a corrida sem expor o paddock aos riscos existentes na região do Golfo.

Sepang salva o Grande Prémio do Barém

A Fórmula 1 não regressa à Malásia desde 2017.

Sepang possui, contudo, uma pista homologada, grandes bancadas e experiência na organização de provas internacionais.

A corrida será colocada entre os Grandes Prémios do Azerbaijão e de Singapura, criando três fins de semana consecutivos de competição.

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A solução foi negociada entre a Fórmula 1, a FIA e os governos de Barém e da Malásia.

“É uma demonstração da capacidade do desporto para se adaptar, encontrar soluções e cumprir”, afirmou Stefano Domenicali.

Conflito já eliminou a corrida saudita

Barém e Arábia Saudita deveriam ter recebido a Fórmula 1 em abril.

As duas corridas foram retiradas das datas originais devido à situação de segurança.

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No comunicado que anunciou a decisão, a organização afirmou que a proteção dos pilotos, trabalhadores e adeptos tinha de prevalecer.

A Arábia Saudita continua sem nova data.

Barém encontrou uma saída através da Malásia.

Trump suspendeu ataques mas não eliminou o risco

Trump ordenou ataques contra alvos iranianos e ameaçou atingir infraestruturas caso o Irão continuasse a atacar navios e instalações americanas.

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O presidente anunciou depois uma pausa nas operações, citando progressos diplomáticos.

A trégua permanece frágil.

De acordo com a Associated Press na sua descrição da campanha militar, os ataques norte-americanos chegaram a pontes, sistemas de comunicação e instalações relacionadas com energia.

Trump também deixou aberta a possibilidade de retomar as operações se as negociações falharem.

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Portimão continua como hipótese de emergência

A Fórmula 1 afirma que as restantes provas permanecem inalteradas.

O Qatar deverá receber o campeonato entre 27 e 29 de novembro. Abu Dhabi está marcado para 4 a 6 de dezembro.

Contudo, a continuidade do conflito obrigou a organização a analisar circuitos alternativos.

Segundo A Bola na sua informação sobre os planos de contingência, Portimão foi incluído entre as opções apresentadas para receber uma corrida no final da temporada caso o regresso ao Golfo se torne impossível.

A hipótese não foi confirmada oficialmente pela Fórmula 1 e não está atualmente ativada.

O Autódromo Internacional do Algarve já recebeu Grandes Prémios em 2020 e 2021, ambos vencidos por Lewis Hamilton.

A pista tem experiência recente, mas precisaria de tempo para preparar bilhetes, equipas operacionais e logística internacional.

Decisão da Malásia reduz mas não elimina oportunidade portuguesa

A confirmação de Sepang preenche uma parte do calendário e reduz a necessidade imediata de procurar outro circuito europeu.

Portimão poderia voltar à discussão se Qatar ou Abu Dhabi fossem cancelados.

Notícias internacionais também colocaram Imola e Istanbul Park entre as possíveis alternativas, mas nenhuma delas recebeu uma confirmação oficial.

A prioridade da Fórmula 1 continua a ser terminar o campeonato como previsto no Médio Oriente.

Portimão permanece apenas como plano de segurança.

A dependência financeira fica exposta

As corridas do Golfo representam uma parte importante das receitas da Fórmula 1.

Além dos pagamentos realizados pelos promotores, empresas e fundos da região patrocinam equipas, eventos e o próprio campeonato.

O Financial Times calculou que os problemas em Barém e na Arábia Saudita colocaram cerca de $100 milhões em taxas de organização em risco.

A presença no Médio Oriente ajudou a transformar a Fórmula 1 num negócio global ainda mais lucrativo.

O conflito mostra agora o preço dessa concentração.

Trump pode ter colocado os ataques em pausa.

A Fórmula 1 já foi obrigada a colocar uma corrida inteira num avião.

Se a diplomacia falhar, Portimão poderá receber uma chamada inesperada.

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