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O Barcelona voltou a acreditar na remontada em Madrid, mas outra falha defensiva, um cartão vermelho no fim e a polémica com a arbitragem acabaram por marcar uma nova eliminação europeia diante do Atlético

O forte início do Barcelona não foi suficiente

Segundo a crónica da AP, o Barcelona chegou a Madrid com a obrigação de responder ao 0,2 da primeira mão e, durante boa parte da partida, mostrou que era capaz de o fazer. Lamine Yamal abriu o marcador cedo, Ferran Torres ampliou a vantagem antes do minuto 24, e a eliminatória voltou a ficar em aberto. Durante algum tempo, o jogo pareceu inclinar,se para a equipa de Hansi Flick, que conseguiu instalar pressão no meio campo adversário e jogar com a urgência que a noite exigia.

Mas o Atlético resistiu a esse arranque, reorganizou,se e encontrou um golo antes do intervalo, por intermédio de Ademola Lookman. Esse lance mudou a dinâmica da partida e acabou por pesar mais do que o bom começo catalão. O Barcelona venceu por 2,1, mas o Atlético seguiu em frente com um agregado de 3,2. Para o clube catalão, o mais difícil de aceitar será talvez o facto de, depois de ter conseguido relançar a eliminatória, ter voltado a ceder quando o jogo entrou numa fase mais tensa, mais partida e mais difícil de controlar.

A polémica com a arbitragem ganhou rapidamente protagonismo

A análise do jogo não se ficou apenas pelo que aconteceu em campo. Segundo a SBT Sports, Raphinha mostrou toda a sua revolta após a eliminação e defendeu que o Barcelona se sentiu prejudicado pela arbitragem ao longo da eliminatória. A principal queixa do avançado foi a diferença de critério, na sua perspetiva, entre as faltas cometidas pelo Atlético e as assinaladas contra o Barcelona, uma frustração que rapidamente se espalhou pelas redes sociais depois do apito final.

Esse sentimento é compreensível num duelo marcado por várias decisões discutíveis e por mais uma expulsão num momento decisivo. Mas reduzir toda a leitura do jogo à arbitragem também corre o risco de esconder um problema que acompanha o Barcelona há já algum tempo na Europa. Segundo a página de estatísticas da UEFA, o clube sofreu 20 golos nesta edição da Liga dos Campeões. A StatMuse regista mais 24 na campanha de 2024,25. No total, são 44 golos sofridos nas últimas duas temporadas da competição, um número que ajuda a explicar porque é que noites como esta continuam a escapar ao Barcelona.

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Uma eliminação que volta a levantar dúvidas na Europa

O que torna esta derrota especialmente frustrante é o facto de o Barcelona não ter falhado por falta de ambição. A equipa entrou bem, marcou cedo, encontrou espaços e durante largos períodos pareceu mais perigosa do que o Atlético. Também houve momentos de personalidade, ritmo e convicção, algo que normalmente não se associa a uma eliminação apagada ou resignada. É precisamente por isso que o resultado final deixa uma sensação tão amarga, porque durante parte da noite a remontada pareceu verdadeiramente possível.

Segundo a AP e o The Guardian, o Atlético resistiu à pressão e garantiu um lugar nas meias,finais da Liga dos Campeões pela primeira vez desde 2017. Para o Barcelona, porém, a noite deixa uma conclusão difícil de ignorar. Quando o jogo se abriu, quando cada lance passou a pesar mais e a margem de erro encolheu, a equipa voltou a mostrar fragilidade. Para além da discussão em torno da arbitragem, essa será provavelmente a questão que mais preocupará o clube internamente.

Fontes: AP News, The Guardian, SBT Sports, UEFA, StatMuse

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