No dia 20 de setembro de 2009, o Manchester United protagonizou uma das mais memoráveis vitórias da era Ferguson ao vencer o rival Manchester City por 4-3, em Old Trafford, num dérbi absolutamente electrizante. O jogo ficou eternizado não apenas pelo número elevado de golos e pelas reviravoltas dramáticas, mas sobretudo pelo golo decisivo de Michael Owen nos derradeiros instantes da partida. Ainda assim, o que muitos talvez não recordem com exatidão é quem compunha o onze inicial escolhido por Sir Alex Ferguson nesse confronto histórico.
Segue-se a análise detalhada dos onze jogadores que deram início a esse clássico inesquecível da Premier League.
Ben Foster

Com Edwin van der Sar indisponível por lesão, coube a Foster assumir a baliza numa ocasião de grande responsabilidade. Apesar de ter cometido uma falha evidente no segundo golo do City, a confiança depositada nele por Ferguson demonstrava que o treinador ainda via no jovem guarda-redes um possível sucessor a longo prazo.
John O’Shea

A actuar como lateral-direito, O’Shea apresentou a habitual solidez e pragmatismo que o caracterizavam. Sem protagonismo mediático, mas com um elevado sentido posicional e disciplina tática, foi uma peça fundamental no equilíbrio defensivo da equipa num jogo de intensidade máxima.
Patrice Evra

Sempre fiável no lado esquerdo da defesa, Evra combinou eficácia defensiva com incursões ofensivas regulares. A sua capacidade de leitura de jogo, aliada a uma energia inesgotável, permitiu-lhe desempenhar um papel duplo com competência, controlando o flanco e apoiando os avanços do meio-campo.
Rio Ferdinand

Embora o seu deslize no final tenha originado o momentâneo empate de Bellamy, Ferdinand continuava a ser, naquela altura, um dos defesas-centrais mais respeitados da Europa. Com um estilo elegante, seguro e estrategicamente maduro, liderava a retaguarda com autoridade e experiência.
Nemanja Vidić

Figura imponente no eixo defensivo, Vidić teve um papel determinante nos duelos físicos, especialmente frente a Adebayor. A sua agressividade controlada, a capacidade de antecipação e a coragem em zonas de pressão tornaram-no indispensável num jogo com elevado grau de exigência física.
Darren Fletcher

Provavelmente o elemento mais influente da partida, Fletcher destacou-se não só pelos dois golos marcados de cabeça, mas também pela forma como cobriu terrenos no meio-campo. O seu entendimento tático, resistência física e inteligência nas movimentações tornaram-no peça-chave no sucesso da equipa.
Anderson

O médio brasileiro, então ainda em processo de afirmação, trouxe energia e verticalidade ao centro do terreno. Com uma atitude proactiva e uma forte propensão para romper linhas com bola, Anderson contribuiu para manter o ritmo elevado e a intensidade ofensiva da equipa.
Ryan Giggs

Apesar da veterania, Giggs voltou a provar que a classe é intemporal. Com passes milimétricos e visão de jogo apurada, foi ele o autor da assistência que permitiu o golo da vitória. A sua serenidade em momentos de pressão revelou-se crucial num desfecho tão apertado.
Park Ji-sung

O sul-coreano, sempre incansável, desempenhou o seu papel habitual de equilíbrio tático e cobertura de espaços. Embora raramente se destacasse em estatísticas, a sua inteligência em campo e o compromisso defensivo foram vitais para conter os movimentos do adversário e dar liberdade aos criativos.
Wayne Rooney

Responsável por inaugurar o marcador logo no início do encontro, Rooney foi, como era seu hábito, uma presença constante e intimidante no último terço do campo. A sua agressividade, versatilidade e capacidade para arrastar marcações foram essenciais para manter a defesa do City sob pressão.
Dimitar Berbatov

Sem ter inscrito o nome na lista de marcadores, Berbatov assumiu, contudo, um papel técnico e estratégico determinante. Com toques refinados, domínio absoluto da bola e leitura de jogo superior, o avançado búlgaro foi responsável por criar desequilíbrios e obrigar Shay Given a intervenções decisivas.



