Pesquisadores britânicos: Novo design de bola pode reduzir impacto de cabeceios e lesões
Num desenvolvimento significativo para a segurança dos jogadores, pesquisadores britânicos demonstraram pela primeira vez que a modificação do design das bolas de futebol pode reduzir o impacto dos cabeceios no cérebro. O estudo, conduzido pela Loughborough University e apoiado pela Federação Inglesa de Futebol (FA), oferece um caminho tangível para combater doenças neurodegenerativas em futebolistas.
A pesquisa desafia suposições de longa data sobre a segurança das bolas, revelando que os protótipos atuais não oferecem necessariamente melhor proteção do que aqueles usados há décadas. As descobertas, relatadas pela BBC, destacaram que as ondas de pressão causadas por diferentes tipos de bolas ao longo do último século foram, por vezes, "comparáveis às observadas em certas armas de fogo e explosões militares". Dependendo do modelo da bola, o efeito do cabeceio na cabeça poderia ser até 55 vezes maior.
Bolas modernas não são mais seguras que designs vintage
Uma conclusão fundamental do estudo, publicado pela Digi24, é a surpreendente revelação de que nenhuma era específica pode ser apontada como inerentemente mais segura em relação ao design da bola. As bolas de futebol modernas não são comprovadamente mais seguras do que as bolas de couro usadas há décadas. Os pesquisadores descobriram que apenas os tipos de bola, sua velocidade e sua condição (seca ou molhada) influenciam significativamente o impacto no cérebro.
O Dr. Ieuan Phillips, pesquisador principal do estudo, enfatizou o potencial dessas descobertas. "Estes resultados oferecem possibilidades para trabalhar no design da bola e desenvolver especificações de teste para minimizar a transferência de energia para o cérebro", afirmou Phillips. Isso sugere uma ligação direta entre o design da bola e seu potencial para mitigar os efeitos cerebrais, influenciando assim o desenvolvimento de doenças degenerativas nas carreiras posteriores dos futebolistas.
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Implicações globais e apelos à ação
A questão dos cabeceios no futebol tem sido uma séria preocupação na Grã-Bretanha há vários anos, particularmente após as trágicas mortes de numerosos membros da equipa da Inglaterra vencedora da Copa do Mundo de 1966 por demência num curto período. Medidas locais, como restrições a cabeceios para jogadores jovens, já estão em vigor, com atletas proeminentes como Raphaël Varane a defender a sua generalização mais ampla.
A diretora médica da FA, Charlotte Cowie, sublinhou a importância desta nova pesquisa. "Esta nova pesquisa independente fornece-nos informações inovadoras e sem precedentes e faz parte do nosso compromisso contínuo para melhor compreender esta área tão complexa", comentou Cowie. Os resultados do estudo já foram comunicados à FIFA e à UEFA, sinalizando uma potencial mudança em direção a padrões globais para o design da bola e a segurança dos jogadores.
Fontes: www.digi24.ro,
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